O PiniOn (Android, iOS) é uma empresa de pesquisa de mercado especializada em dados competitivos e comportamentais voltado para empresas privadas ou órgãos públicos. A proposta é prover dados de comportamento do consumidor, tendências para segmentos e ajudar as empresas a pensar sobre seus nichos e concorrências, mas também avaliação de serviços públicos. Ao todo, o aplicativo soma 3,8 milhões de usuários cadastrados desde o início, ou seja, desde 2013 e, atualmente, são feitos, em média, 1 mil cadastros por dia. Entre os usuários ativos mensais, que se logaram nos últimos 30 dias, há uma flutuação de 100 mil a 200 mil MAUs que respondem as pesquisas. E, em 2024, o PiniOn disparou mais de 5 milhões de missões para os seus usuários.

Do ponto de vista do usuário, basta baixar o app, se cadastrar e, a partir de então, a pessoa está disponível para responder de acordo com o seu perfil e das demandas das pesquisas que estão em andamento.

“As pessoas passam por uma série de perfilamentos. Existem diferentes variáveis sociodemográficas e, por tecnologia, consigo saber onde a pessoa está. Ela precisa informar sua idade, data de nascimento, sexo e um dos primeiros perfilamentos pelo qual a pessoa passa é o Critério Brasil, questionário de classificação socioeconômica, da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, que pergunta quantos computadores têm em casa, quantos DVD etc”, detalha Talita Castro, CEO do PiniOn, em conversa recente com Mobile Time.

Para os usuários, há recompensas dependendo da pesquisa, inclusive em dinheiro, por resposta, mas é preciso que o questionário seja preenchido corretamente e, em seguida, ele passará por uma avaliação da empresa, que vai aprovar ou não. Uma vez aprovado, o montante é depositado na conta do app e, a partir de um determinado valor, a pessoa pode solicitar a transferência via Pix.

“Certamente o pagamento por pesquisa influencia na questão do engajamento, não tem como ignorar, mas é uma renda esporádica, uma renda extra, acreditamos que o usuário tem interesse em participar. Temos mais usuários do que tarefas, não precisamos focar nas mesmas pessoas e, por isso, as pessoas não respondem muitas pesquisas. Variamos o público”, completa.

O PiniOn precisa do consentimento do usuário para que ele participe de cada pesquisa. Cada missão é um convite. A pessoa entra em uma tela inicial que detalha a tarefa.

Modelo de negócio do PiniOn e tipos de demandas

O PiniOn monetiza as pesquisas e o usuário entra como parte do modelo, mas o valor vai depender do tipo de necessidade da empresa ou do órgão público. “Precificamos os estudos de acordo com sua complexidade. Temos funcionalidades de fazer coleta de pesquisa em pontos específicos, muito usado para marketing ou fazer ‘cliente oculto’, monitoramento de concorrência”, explica. Nesses dois últimos exemplos, o usuário deve se deslocar até um estabelecimento específico para checar algumas informações ou para realizar uma experiência de compra ou pode ir a um estabelecimento para tirar foto dos preços ou da disposição dos produtos na gôndola”, explica Castro.

Para estimular ainda mais o usuário, o PiniOn usa uma mecânica de gamificação em que a pessoa que cumpre uma missão ganha medalha e evolui no ranking. A empresa também está desenvolvendo uma ferramenta para que os formulários a serem preenchidos ganhem mais leveza e tenham um tom de conversa, algo que está sendo feito a partir da ajuda da inteligência artificial.

Critérios de validação das respostas

PiniOn

Talita Castro, CEO da PiniOn. Crédito: Mike Trindade

Quando a pessoa responde a uma pesquisa, não existe resposta certa e errada, por ser a percepção da pessoa sobre o assunto. Mas o PiniOn checa se respondeu muito rápido e, portanto, se está ou não atenta. “Ao verificarmos que ela não estava atenta ao responder, podemos retirar a resposta dessa pessoa”, explica a executiva. Mas, caso a missão seja ir a um estabelecimento comercial, é preciso passar por uma série de validações que a empresa pode aprovar ou rejeitar.

Para ajudar na validação, o PiniOn tem o auxílio da tecnologia, além de um time de pessoas que validam as respostas que serão entregues aos clientes.

A geolocalização, por exemplo, é uma forma de trava tecnológica. Neste caso, a missão só abrirá quando a pessoa estiver no local. “Por exemplo, queremos saber como está a disposição de produtos dermocosméticos em farmácias. Para isso, publico missões para serem feitas em determinadas farmácias. Então, o formulário só vai abrir se o usuário estiver em um raio predeterminado”, explica a CEO da PiniOn.

Chegando no estabelecimento, o usuário deve tirar fotos e as imagens também passam por uma validação – se está pixelizada demais foco ou enquadramento são avaliados. “Queremos garantir que o que estamos entregando está dentro do escopo daquilo que o cliente precisa. E a missão é aprovada ou rejeitada. E, caso aprovada, a pessoa recebe o valor”, resume.

O time de tecnologia está sempre atualizando o app para melhorar os checks de qualidade. Entre as melhorias recentes, por exemplo, está o pop-up que é enviado quando o usuário responde “concordo” ou “discordo” exageradamente – quando a pesquisa se limita a duas opções. A ideia é ter certeza de que a pessoa está atenta ao que está fazendo e é efetivamente essa a resposta que quer dar.

Outra melhoria que o time de tecnologia desenvolve no momento é transformar os formulários mais conversacionais com o uso de inteligência artificial para a extração de dados e insights. A empresa está em fase de testes. A IA também está ajudando a empresa a fazer resumos das pesquisas.

 

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