O uso de assinatura eletrônica no meio corporativo está crescendo durante a quarentena por causa da adoção do home office. A tendência é confirmada pelo vice-presidente de vendas da DocuSign na América Latina, Gustavo Brant, embora não possa fornecer números sobre a operação nacional. A demanda por esse tipo de solução para a assinatura de contratos já vinha crescendo antes da pandemia, mas se acelerou após o fechamento dos escritórios.

“Quem precisava de um empurrão tomou um solavanco. Alguns clientes que estavam devagar em assumir o risco de repente começaram a marcar calls sábado e domingo com a gente”, relata Brant, em conversa com Mobile Time. Mas o executivo faz questão de ressalvar que a empresa não tem procurado tirar proveito da crise mundial de saúde: “A DocuSign em nenhum momento pensou em se alavancar em cima da pandemia. Não dá para querer se alavancar em cima de uma crise tão grande como a que vivemos.”

Assinatura eletrônica

Juridicamente, a assinatura eletrônica equivale a uma assinatura em papel sem reconhecimento de firma em cartório. Porém, há algumas vantagens que merecem ser destacadas. No papel, se houver alguma contestação em relação a uma assinatura, é feita uma perícia grafotécnica. Na assinatura eletrônica, a grafia não importa, mas o documento guarda uma série metadados que contribuem para identificar quem assinou, como geolocalização, IP da conexão, dentre outros. “É muito mais seguro na assinatura eletrônica, porque com a tecnologia podemos captar vários dados”, explica o vice-presidente da DocuSign. Também é reduzido o risco de fraude na data de assinatura, argumenta. Por fim, se necessário, é possível adicionar camadas de certificação, como senha, envio de token por SMS, ou uso de um certificado digital.

Demanda

A assinatura eletrônica começou a ser adotada no Brasil alguns anos atrás primeiramente por segmentos extremamente regulados que precisavam de maior segurança em seus contratos. Aos poucos, porém, outros casos de uso foram surgindo. Um deles é o de companhias com rápida expansão territorial e que têm ganho de eficiência com a assinatura digital, como, por exemplo, marketplaces que precisam assinar contratos com empresas de pequeno porte espalhadas pelo Brasil. É o caso do iFood, um dos clientes da DocuSign. “O iFood precisa fechar acordos com restaurantes Brasil afora. Como ele se expandiria se tivesse que mandar o contrato via Sedex e recebê-lo de volta? Seria impossível. Crescemos junto com eles desde o seu início, lá atrás”, conta Brant.

O vice-presidente resume os benefícios de adoção de assinatura eletrônica em três: 1) redução de custos diretos (papel, impressão, armazenamento e transporte de documentos); 2) redução de custos indiretos, especialmente com processos no backoffice; 3) ganhos de negócios (crescimento de receita gerado pelo aumento de eficiência e redução na perda de contratos).

Live

Brant participará na próxima quinta-feira, 2, de live intitulada “Adeus, papel: a digitalização de documentos e processos durante a pandemia”, com organização do Mobile Time.

Também estão confirmados para o evento: Abílio Branco, gerente de vendas para proteção de dados e criptografia no Brasil da Thales; Leonardo Gonçalves, diretor de relações institucionais da Certisign; Marcelo Buz, ex-presidente do ITI; e Marcio Nunes, CTIO da Valid e presidente do conselho da Associação Nacional de Certificação Digital (ANCD).

Para mais informações e compra de ingressos, acesse a página do evento no Sympla ou contacte nossa equipe de eventos: eventos@mobiletime.com.br / 11-96619-5888 / 11-3138-4619 (WhatsApp).