As plataformas de anúncios e a corrida pela inteligência artificial são os principais fatores que impulsionaram o aumento de 61% no lucro da Meta no primeiro trimestre de 2026, chegando a US$ 26,77 bilhões. Vale dizer que o resultado foi beneficiado por um crédito fiscal de US$ 8,03 bilhões reconhecido no período devido a alívios transicionais em um imposto dos EUA. Os resultados financeiros foram apresentados nesta quarta-feira, 29.

A receita da Família de Aplicativos atingiu US$ 56,31 bilhões, incremento de 33% se comparado com US$ 42,21 bilhões no mesmo período de 2025. O crescimento da receita foi puxado especialmente pela entrega de impressões de anúncios, que subiu 19% na comparação anual e pelo preço médio cobrado por anúncio, que aumentou 12%.

O restante das receitas do grupo (Outras Receitas, no balanço) saltou 74%, indo para US$ 885 milhões, quando, um ano antes, a receita era de US$ 510 milhões.

Reality Labs e o buraco de bilhões

Por outro lado, Meta continua encarando quedas vertiginosas de seu Reality Labs, unidade de negócios e pesquisa da big tech focada no desenvolvimento de tecnologias de realidade virtual e aumentada, incluindo o Meta Quest, e os óculos com IA criados em parceria com Ray-Ban. Neste 1T26, a queda foi de US$ 4,03 bilhões. O número representa uma redução no déficit de 4,3% frente ao prejuízo do 1T25 de US$ 4,21 bilhões. E a receita teve queda, passando de US$ 412 milhões no 1T25 para US$ 402 milhões no mesmo período deste ano.

Aumento da projeção de investimento

A Meta também prevê incremento nas projeções de despesas em Capex para 2026, passando de uma faixa anteriormente estipulada entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões para US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões. A big tech atribui o aumento aos preços mais altos de componentes eletrônicos no ano e custos adicionais com data centers para dar suporte à expansão.

Usuários ativos de Meta

Com relação ao número de pessoas ativas diárias nos apps da empresa (incluindo Instagram, Facebook, Messenger e WhatsApp), houve incremento de 4%, passando de 3,43 bilhões em março de 2025 para 3,56 bilhões no mesmo período de 2026.

Vale dizer que, se comparado com trimestres (4T25 x 1T26), houve queda de pessoas ativas diárias, que caiu de 3,58 bilhões para 3,56 bi. A Meta atribui a queda às interrupções de internet no Irã e às restrições do WhatsApp na Rússia.

 

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