Guru Gowarappan, CEO da Verizon Media, acredita que o fim da permissão de uso de cookies no Google Chrome e do IDFA (Device ID da Apple) em dispositivos móveis estão forçando o mercado de mídia a encontrar “soluções alternativas” para manter endereçada a monetização, ao mesmo tempo em que mantêm a relevância da publicidade e a privacidade do consumidor.

Durante o terceiro dia do MWC 2021 em Barcelona, nesta quarta-feira, 30, o executivo explicou que empresas de tecnologia – como Yahoo, da Verizon Media – têm lançado soluções que garantem o “futuro da experiência da publicidade”, de forma que sejam mais relevantes para os consumidores; e efetivas para patrocinadores e empresas de mídia.

Em uma paródia com o fim do acesso às soluções de rastreamento de usuário, Gowarappan disse para a audiência virtual: “Provavelmente, o fato de o cookie ir embora deixará a gente mais saudável”, brincou. Contudo, o CEO reconheceu que haverá importantes impactos no mercado de mídia.

Regulação

O executivo também acredita que o mercado de mídia deve preparar-se para regras mais restritas em proteção de dados. Em sua visão, um conjunto de regras apresentadas por órgãos governamentais, desde que voltadas à proteção do usuário, é algo positivo: “Nós (mídias) sempre devemos partir da ideia do consumidor no centro. Portanto, (a regulação) é uma evolução lógica e sustentável”, afirmou.

Gowarappan afirma ainda que essas eventuais mudanças se apresentam como “oportunidades” para uma série de inovações, especialmente com “tudo mudando tão rápido” por novas tecnologias, como o 5G. O CEO também acredita que outro fator que acelera essas alterações é a Internet “mais aberta” e “distribuída” para todos.

“Todos nós precisamos reimaginar a experiência do usuário”, afirmou. “No final do dia, tudo recai em ganhar confiança do usuário. Nós precisamos mostrar que respeitamos os dados dos consumidores, que ocoletamos com transparência e usamos com ética e dentro das regulações. Precisamos mostrar que usamos os dados para gerar publicidade relevante, e que eles podem confiar em nós”, concluiu.