A América do Sul é a terceira região onde mais cresce o uso do ChatGPT(Android, iOS), atrás apenas da Ásia e da África. Esta é uma das novidades que as grandes empresas de inteligência artificial e big techs apresentaram nesta terça-feira, 30.
Além disso, o Google e a Anthropic lançaram novos modelos de IA; OpenClaw apresentou seus aplicativos móveis; e o X liberou acesso para agentes MCPs em sua plataforma por meio de API.
Confira com detalhes abaixo.
OpenAI

Uso do ChatGPT por região (divulgação)
A companhia de IA generativa revelou ainda que o português é o terceiro idioma mais falado, à frente de árabe e francês, mas atrás de espanhol e inglês – a língua mais usada na plataforma. A informação foi divulgada pela OpenAI em seu relatório OpenAI Signals que analisa os dados de consumo individual dos usuários pagos e assinantes da plataforma de inteligência artificial generativa.
A companhia vê esse crescimento como um padrão, pois o seu serviço cresce mais rápido em países em desenvolvimento desde julho de 2023.
O documento também mostra que seis meses após entrarem no app, os usuários mandam 50% mais mensagens por dia, se comparado com o seu uso inicial. Revela ainda que Brasil, Colômbia, Polônia e Namíbia são os países com mulheres trocando mais mensagens com a plataforma do que os homens.
Por sua vez, os homens mandam trocam mais mensagens com o ChatGPT em Paquistão, Bangladesh, Angola, República Democrática do Congo e Mali.
Google em imagens e vídeos
O Google anunciou um modelo de geração de imagens com inteligência artificial mais leve e a chegada do seu modelo multimodal de edição e criação de vídeos: Nano Banana 2 Lite e Gemini Omni Flash.
Construído para entregas mais rápidas, o novo modelo de imagens tem baixa latência e baixa capacidade de pensamento (até 4 segundos para gerar imagens), baixo custo e qualidade visual mediana. O Nano Banana 2 Lite é o mais leve do portfólio e se posiciona abaixo do Nano Banana e o Nano Banana Pro, que possuem latência, custo e qualidade visual de média para alta.
Já o Gemini Omni Flash é um multimodelo de edição e construção de vídeo para desenvolvedores que pode ser usado para: refinar e editar vídeo com linguagem natural; combinar elementos de imagens, texto e áudio dentro de uma cena; adicionar elementos históricos, biológicos e narrativas fidedignas dentro de um vídeo; sincronizar vídeos e gráficos em ações dentro do vídeo. Porém, há limitações:
- Geração de vídeo dura apenas dez segundos;
- Upload de áudio e extensão de cena ainda não são suportados pela API do Gemini;
- Adição de referências aos vídeos duram apenas três segundos.
O Nano Banana 2 Lite está sendo disponibilizado para os usuários do Google por meio dos seguintes produtos: AI Mode na busca; Gemini app; NotebookLM; Google Fotos; Stitch; Google Flow; Google Ads. Por sua vez , o Gemini Omni Flash está disponível no Gemini API e no Google AI Studio com custo de US$ 10 o segundo do output, o mesmo valor cobrado pelo Veo 3.1 Fast.
Anthropic e novo modelo padrão

Preço do novo Sonnet em busca de agentes comparado outros modelos padrões da Anthropic (divulgação)
A Anthropic apresentou o Claude Sonnet 5. Considerado como “o mais agêntico” pela empresa, o modelo serve para automatizar fluxos, como: atualizar dados de CRM; enviar comunicações automáticas; navegar entre aplicações; usar ferramentas externas e manter contexto em longas conversas.
Com um modelo mais barato que o Opus 4.8 e Sonnet 4.6, o Sonnet 5 passa a ser o modelo padrão para usuários dos planos gratuito, pago, max, team e enterprise no Claude (Android, iOS), Claude Code e Claude API. Para desenvolvedores, o custo é de US$ 2 por milhão de token inserido e US$ 10 por milhão de token gerado até 31 de agosto. A partir de setembro de 2026, o custo será de US$ 3 por milhão de token input e US$ 15 por milhão de token output.
Outra novidade da empresa é um ambiente de trabalho (workbench, no original em inglês) com inteligência artificial para cientistas. Disponível para usuários de MacOS e Linux, a nova plataforma mira apoiar pesquisadores dos setores de farmácia e life science para analisar dados, simular modelos computacionais e documentar resultados em um ambiente único, auditável e integrado como orquestrador a outras plataformas científicas, como computadores de alto desempenho (HPC). Liberado em acesso prévio para degustação e melhoria, o Claude Science está disponível para assinantes dos planos Team e Enterprise.
OpenClaw com app mobile
A OpenClaw lançou oficialmente nesta semana o seu aplicativo móvel para Android e iOS. Para usar o app, o usuário deve:
- Configurar seu gateway (orquestrador entre apps e usuário) no OpenClaw;
- Instalar e abrir o aplicativo em seu handset;
- Emparelhar com o seu gateway;
- Conversar com o seu agente via o bate-papo (modo Talk) para dar as aprovações e as automações a partir do seu smartphone.
A ideia da companhia é colocar os agentes de IA no celular de seu usuário para receber notificações push, acessar e conversar com os agentes, pedir para que a IA rode tarefas e receber atualizações.
Importante lembrar, a OpenClaw é uma plataforma de IA que permite automatizar tarefas com agentes em apps. Essa tecnologia pode ser usada para executar comandos em PCs e atuar de forma autônoma. Seu uso mais comum é em aplicativos como WhatsApp e Telegram.
X e os agentes
O X (Android, iOS) anunciou a possibilidade de agentes e assistentes de inteligência artificial generativa de conversarem com sua rede social. Ou seja, um caminho para fazer a ponte para IAs como Grok, Cursor e Claude usarem a plataforma como fonte de informação em tempo real.
A solução consiste em um servidor de Model Context Protocol (MCP) que permite essa conexão via API do X. Esse servidor fica hospedado em um endereço da rede social (https://api.x.com/mcp). Uma vez conectada, a agente ou assistente tem dois modos:
- Apenas leitura no X;
- Fazer ações, como buscar posts, ver perfis, checar tendências, ler bookmarks e até criar conteúdo;
- Até então, as empresas e seus desenvolvedores precisavam plugar no X na mão – a famosa gambiarra.
Uma plataforma que já usava o X é o Moltbook. Na rede social de agentes todo robô cadastrado precisa estar vinculado a uma conta na rede social para garantir, teoricamente, a sua vinculação com algum usuário humano.

