A Amazon registrou uma receita líquida de US$ 200 bilhões no segundo trimestre de 2026, uma alta de 20% contra US$ 167 bilhões de um ano antes. De acordo com resultado divulgado pela companhia nesta quinta-feira, 30, um dos principais motivos para atingir esse faturamento foi o crescimento de sua divisão de nuvem.
Neste período, a AWS registrou um aumento de 37% na comparação ano a ano, de US$ 31 bilhões para US$ 42 bilhões. Esse impacto é puxado principalmente pela demanda por serviços de inteligência artificial e por sua divisão de chips – ambas registraram US$ 25 bilhões em receita anualizada.
A companhia confirmou ainda que adicionou mais de 10 modelos de fundação ao Amazon Bedrock. Entre esses modelos estão GPT 5.6, Opus 5, Gemma 4 e Grok 4.3. Também trouxe recursos de pagamentos com agentes autônomos, de busca web e montagem de agentes no Bedrock AgentCore.
A Amazon ainda destaca um incremento de 26% na receita de publicidade, de US$ 15,5 bilhões para US$ 20 bilhões. Mas o principal negócio da empresa segue no varejo, que responde por mais da metade dos ganhos, US$ 116 bilhões, em uma alta de 16% contra US$ 100 bilhões do segundo trimestre de 2025.
Lucro e custos da Amazon
A companhia registrou US$ 173 bilhões em custos operacionais, um crescimento de 17% contra US$ 148 bilhões de um ano antes. O principal motivo para esse resultado foi o investimento em equipamentos e terrenos para data centers e equipamentos para a demanda de IA.
Ainda assim o lucro operacional aumentou 42%, de US$ 19 bilhões para US$ 27 bilhões. Uma adição de US$ 53 bilhões como ganho não operacional antes dos impostos colaborou para o lucro líquido da Amazon não ser impactado pelos investimentos no trimestre. Isso ocorreu por uma reavaliação em seu investimento na Anthropic.
Desta forma, o lucro da companhia ficou em US$ 62,5 bilhões, quase o quádruplo (247%) de um ano antes, quando registrou contra US$ 18 bilhões.
Imagem principal: Servidores da AWS (divulgação)

