O Brasil tem potencial para suprir as demandas dos data centers. É o que acredita o vice-presidente da Modular Data Centers, Marcos Paraíso. Durante o Fórum de Data Centers, realizado nesta terça-feira, 23, em São Paulo, ele afirmou que a cadeia de suprimentos da tecnologia nos EUA – seu principal mercado – passa por dificuldades para sustentar o rápido crescimento da inteligência artificial.
O executivo explicou que esse desafio estadunidense passa por diferentes questões, da construção dos centros de dados ao abastecimento de energia, o que abre caminho para o Brasil suprir essas necessidades, já que ele classifica a base técnica do país como razoável. Para Dênio Portela, especialista em tecnologia da informação, o país ainda goza da vantagem competitiva de ter uma matriz energética renovável.
No entanto, o Brasil precisa acertar um ponto: alinhar as regulações previstas nos âmbitos federal, estadual e municipal. Na visão de Paraíso, isso precisa ser feito o quanto antes, caso contrário, o país perderá a chance de receber investimentos bilionários para seus vizinhos.
Na concepção de Portela, a latência também é um problema, pois a maioria dos usuários brasileiros utilizam modelos que operam fora do Brasil. O que implica em um maior tempo de resposta e aumento dos custos, pois o uso de cabos submarinos é cobrado. O especialista também disse que as operadoras precisam investir mais para entregar uma conexão de maior velocidade.


