O Brasil é um mercado estratégico e prioritário para o lançamento global dos produtos OKX Pay (Android, iOS) e o cartão OKX. É como avalia Guilherme Sacamone, CEO da OKX (Android, iOS) no Brasil. Em conversa com jornalistas, o executivo explicou que a companhia lança exclusivamente a tarjeta no Brasil e deve lançar a solução para outros países nos próximos meses.

Apresentada ao mercado na última quinta-feira, 6, a OKX Pay é uma carteira e uma conta global de criptomoeda baseada em dólar, de autocustódia e que tem alcance global. No Brasil, o diferencial é que a carteira chega junto com um cartão de crédito para o consumidor colocar fundos em cripto na wallet e poder fazer pagamentos no físico ou digital por meio da Apple Pay e Google Pay.

Sacamone explicou que esse lançamento não é um teste, pois foi desenhado para o consumidor brasileiro. Mas para levar a outros mercados, o modelo precisa vingar primeiro no Brasil.

O CEO afirmou ainda que a mudança na direção do IOF traz uma oportunidade maior para o mercado de cripto, assim como permite à plataforma atuar como alternativa de acesso em soluções de investimento do consumidor brasileiro no exterior.

Oportunidades para OKX no Brasil

Sacamone revelou que o core da tecnologia (onboarding, KYC) é da OKX, uma corretora de criptomoedas com mais de dez anos de atuação no mercado global que é conhecida por ser patrocinadora da escuderia McLaren na F1. Mas a companhia também conta com parceiros, como a Mastercard como bandeira, um banco europeu como emissor e o BTG Pactual que é o parceiro de custódia e de Pix.

Essa robustez construída pela empresa e por seus parceiros permite que o consumidor desfrute da wallet com a stablecoin baseada em dólar no centro da estratégia, de forma que seja possível consumir sem entender os labirintos e desafios das criptomoedas. Ou seja, o dinheiro entra de um lado via corretora, é convertido em stablecoin e o consumidor pode usar em compras na rua – sem taxa de IOF no cartão ou cobrança de spread.

Com este formato, a OKX baseia o seu modelo de negócios em taxas de corretagem quando os usuários compram cripto em sua corretora. Contudo, a companhia não exige que a utilização da carteira seja feita pela Exchange, o usuário pode depositar os ativos de outra corretora diretamente no Pay. Apesar disso, o executivo explicou que a empresa não correrá para colher seus frutos no mercado brasileiro.

Estratégia

“Nós não estamos com pressa no mercado brasileiro. Não temos pressa em dar lucro. Primeiro, nós queremos construir um mercado sustentável, ao oferecer uma solução eficiente. Esse é o nosso foco, trazer usuários e ter a certeza de que todo mundo está gostando e utilizando o nosso produto”, completou.

O CEO reforçou que a estratégia da OKX é focar no simples e na eficiência de custos com taxa e spread bancários zerados no cartão. Logo, a empresa não oferecerá atrativos que outras empresas de contas globais têm abordado junto ao consumidor, como salas VIPs em aeroportos.

“Na minha opinião, muitos benefícios que são oferecidos em cartões e cashbacks são financiados por taxas. Por isso nós queremos simplificar. Por enquanto, esse cartão é sem taxa, zero. Você pode usar em real, em dólar, em qualquer lugar. Ele não vai ter nenhuma taxa, não vai ter nenhum spread bancário”, disse.

Regulação

Sacamone explicou ainda que a operação no Brasil tende a aproveitar oportunidades regulatórias que outros países não oferecem para se aproximar do consumidor, como o status das stablecoins não serem consideradas uma ferramenta financeira tradicional, o que permite construir o ecossistema da OKX Pay.

O executivo também demonstrou estar animado com a regulação do Banco Central para as criptomoedas que deve sair nos próximos dias, algo que dará “muito mais tranquilidade” para a OKX operar como corretora no Brasil e que colaborará para avançar com a estratégia de produto.

 

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