A Keeta (Android, iOS), braço internacional da chinesa Meituan, adiou sua chegada ao Rio de Janeiro, que seria anunciada nesta quinta-feira, 26. A empresa alega que os contratos de exclusividade que as plataformas de delivery – como Rappi, 99Food e iFood – têm são uma distorção do mercado e impedem a livre concorrência.

“A partir de suas operações na Baixada Santista (Santos e São Vicente) e em São Paulo e 9 cidades na região metropolitana, Keeta identificou o quão distorcido está o mercado de delivery. O principal concorrente, responsável por 80% do mercado de delivery de alimentos, continua promovendo acordos de exclusividade, mesmo estando proibido na maioria dos casos pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)”, escreveu a empresa em seu comunicado à imprensa, alfinetando o iFood.

Números da Keeta

Em São Paulo, o app já foi baixado mais de 2,8 milhões de vezes desde 1º de dezembro de 2025, e a base de restaurantes cresceu 40%, passando para cerca de 38 mil lojas. O tempo médio de entrega da Keeta é de 31 minutos, mas aponta que a barreira de exclusividade impacta aproximadamente 50% das grandes redes de restaurantes no Brasil.

Em seu comunicado à imprensa, a Keeta não informou quando pretende lançar o app no Rio de Janeiro ou em outra cidade do país, mas reafirmou o compromisso de investir R$ 5,6 bilhões no Brasil em cinco anos. Vale dizer que a companhia aderiu ao programa de monitoramento de motociclistas do Rio de Janeiro, em dezembro do ano passado.

Na China, a plataforma atende 800 milhões de usuários e possui média de 80 milhões de pedidos por dia – volume que, segundo a empresa, é o movimento do mercado brasileiro em um mês.

 

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