Junto com o lançamento da sua ferramenta de construção de agentes de IA, a Infobip pretende experimentar um novo modelo de negócios com cobrança por resultado, em vez de cobrar por usuário ou por sessão, como faz com bots até então, revela Kreso Zmak, Chief Innovation Officer da companhia, em conversa com Mobile Time durante o MWC26, em Barcelona.
“Com a IA agêntica o modelo de negócios está mudando. Antes era com base em consumo. Vai passar a ser com base nos resultados gerados, como uma taxa de sucesso”, explica.
A ideia é testar esse modelo de negócios com os novos clientes e migrar os antigos aos poucos, conforme houver interesse e fizer sentido econômico para os dois lados. Zmak lembra que na cobrança por resultado o risco é maior para o fornecedor do serviço, neste caso, a Infobip, porque há diversos fatores externos fora do seu controle que impactam nos resultados.
Kzmak projeta que ao fim deste ano haverá alguns milhares de agentes de IA em operação criados na plataforma da Infobip.
Agentes de IA na Infobip
A AgentOS, ferramenta de construção de agentes da Infobip, foi apresentada este mês e já está em uso por alguns clientes no exterior. Os primeiros casos de uso são em comércio conversacional: uma seguradora croata está realizando o processo de venda de seguros fim a fim por WhatsApp com um agente de IA; e uma floricultura europeia também criou um agente na plataforma da Infobip para vendas.
Por enquanto a ferramenta está operando na versão beta e funciona apenas com texto, mas no lançamento oficial, previsto para abril, já trabalhará também com voz. A solução orquestra vários LLMs, de fornecedores como OpenAI, Google e Anthropic.
Foto no alto: Kreso Kzmak, da Infobip, no MWC26 (Créditp: Fernando Paiva/Mobile Time)


