Os produtos voltados para a tecnologia da informação (IT) – como notebooks e tablets – foram o grupo de eletroeletrônicos com maior receita no varejo em 2025, chegando a 31,7% dos R$ 200 bilhões registrados, segundo pesquisa da NielsenIQ. Com isso, pela primeira vez desde 2022, os smartphones não são os líderes em valor de vendas, já que seu desempenho foi de 31,4% no período.
Em termos de volume, o segmento de telecomunicações manteve-se na segunda posição, com 39,8% dos 211 milhões de produtos comercializados no último ano, uma queda de 1,2 ponto percentual se comparado a 2022. Na ponta, ficaram os eletrodomésticos portáteis – como chapinhas, ventiladores e processadores de alimentos –, com 39,8%.
Para Mateus Bando, customer success manager IT e telecom da Nielsen, o movimento pode ser explicado por dois fenômenos. Um deles é a penetração dos celulares no mercado nacional, em que há uma média de mais de dois aparelhos por habitante. “O que acontece é que essa indústria para de crescer rapidamente em termos de unidades, mas segue em alta em termos de faturamento, já que as pessoas buscam constantemente modelos mais tecnológicos”, disse em evento organizado pela Eletrolar para a imprensa, apontando que para este ano a tendência é que as vendas fiquem estáveis, mas com faturamento em alta.
O outro fenômeno está relacionado ao avanço da inteligência artificial, que vem ganhando cada vez mais importância e depende de máquinas mais potentes para rodar. Para se ter ideia, entre 2024 e 2025, o faturamento do setor cresceu 1,4 ponto percentual, enquanto teve um acréscimo de 1 ponto percentual no volume vendido. Para 2026, Bando crê que o setor deva ser impactado por preços mais altos, especialmente por conta dos problemas de produção de memória, o que pode reduzir o volume produzido.
Foto: Mateus Bando, da Nielsen, em evento da Eletrolar. Karina Merli/Mobile Time.


