A OpenAI disponibilizou dois guias em português voltados à educação e segurança no uso de inteligência artificial para famílias e educadores. O Brasil é o primeiro país de língua não inglesa a receber o material, que contou com curadoria científica do psicólogo Dr. Cristiano Nabuco de Abreu e parceria com a editora Artmed. O conteúdo foca em diretrizes práticas para o uso seguro do ChatGPT e estratégias para a “introdução positiva” da tecnologia no cotidiano de jovens e adolescentes.

O Guia para famílias ajudarem adolescentes a usar a IA de forma responsável explica que as contas de menores de idade podem estar vinculadas a de pais e responsáveis. Quando isso acontece, a ferramenta de Controle Parental permite que os adultos definam limites de uso e outros tipos de controle.

O ChatGPT faz uma estimativa da idade do usuário caso ele não informe se é menor de 18 anos ou não. Se for adolescente, a ferramenta de IA generativa aplica automaticamente medidas de segurança voltadas para esse público. E se não tiver certeza, a experiência mais segura será aplicada.

As contas de adolescentes possuem como salvaguardas proteções contra a exposição ou promoção de temas como encenações sexuais, românticas ou violentas; violência explícita; representações de automutilação; padrões de beleza extremos ou prejudiciais à saúde; e “atividades perigosas”

O ChatGPT também estimula que os menores de idade busquem apoio de um adulto responsável ou atendimento profissional “quando apropriado”.

No ChatGPT Atlas, a busca segura para este público oculta links explícitos nos resultados de pesquisa, por exemplo. Ele é ativado por padrão e não pode ser alterado, exceto por uma conta principal vinculada.

O outro documento chama-se Dicas para conversar com adolescentes sobre IA. Nele, há dicas de como conversar com o adolescente sobre inteligência artificial. Entre as sugestões para os adultos estão:

– use as mesmas estratégias que emprega com outras tecnologias, como videogames ou uso de celulares, definindo expectativas claras e propor conversas sobre o que os filhos fazem no mundo online;

– desenvolva pensamento crítico sobre a IA: questione se o menor de idade saberia identificar uma resposta errada e que ele sempre questione e critique as respostas e não apenas aceite-as;

– esclareça o que pode e o que não pode fazer: a IA tem limites e assuntos sensíveis não devem ser tratados com a inteligência artificial, mas com pais, professores ou familiares ou um adulto de confiança.

 

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