O diretor executivo de varejo e distribuição da Totvs, Eloi Assis, declarou que vivemos em uma era de transição em que o SEO está dando lugar ao Generative Engine Optimization (GEO). A mudança, segundo ele, acontece por conta de uma outra substituição: a dos sites de busca por inteligência artificial na hora de comprar. Uma tendência que também deve exigir de varejistas novas estratégias para serem encontrados.
“Será necessária uma série de ajustes técnicos, como tags narrativas e descritivas, além de inclusão do catálogo dentro dos agentes de IA. Diria que será um novo canal de venda, que não deve ser temido, mas compreendido, assim como foi com o TikTok”, disse em painel do Autocom Summit 2026, realizado em São Paulo, nesta quarta-feira, 1º.
Chegada dos agentes autônomos
Outra adaptação que os comércios digitais estão passando é relacionada aos agentes autônomos, que já estão operando no Brasil e que requerem novos protocolos de comunicação entre os sistemas, como o Model Context Protocol (MCP). O mecanismo pode trazer maior segurança às transações agênticas, para que todo o ecossistema ligado a elas tome ciência de que quem está por trás de uma compra é o agente, trazendo idoneidade, conforme apontado pelo vice-presidente de serviços para varejo e digital da Mastercard, Cassiano Dias.
“Hoje, a maioria dos bots são maléficos, o que faz com que muitos sites de compra bloqueiem as operações”, apontou o executivo. Esse é um ponto-chave para o executivo da Totvs, que complementou a observação, falando sobre a importância de garantir que a tecnologia também não irá alucinar. “Será necessário um trabalho para que a infraestrutura transmita credibilidade e confiança ao consumidor”, disse. Ele considera que o agente autônomo terá um caminho semelhante ao pagamento por NFC, que teve resistência no início e, com o passar do tempo, ganhou muitos adeptos.
Tecnologia democrática
Durante o painel, Assis também falou sobre a maior facilidade que pequenas e médias empresas têm para acessarem tecnologias e não ficarem de fora dessa nova era. Entre os exemplos citados por ele estão os terminais Android All-in-one, que reduzem custos e falhas de hardware; e valores mais acessíveis para integrar-se a marketplaces e IA.
No entanto, Assis declarou que observa certa resistência na adesão de novas tecnologias pelos varejistas. “Tenho clientes que preferem ficar de fora das inovações e isso faz com que percam para concorrentes que entenderam que o consumidor é adepto a isso. Sem contar que não basta ter as tecnologias, é preciso entregar uma experiência positiva”, afirmou.
Ilustração produzida por Mobile Time com IA.


