A Rappi (Android, iOS) está celebrando um ano de operação no Brasil lançando sua carteira eletrônica, a RappiPay. A plataforma, que surgiu como uma espécie de ‘concierge’ do consumidor brasileiro, agora recebe uma funcionalidade in-app que permite transferir dinheiro entre os usuários do marketplace, de maneira a ajudar na divisão da compra.

Na ferramenta, o usuário se cadastra com cartão de crédito, digita o número do telefone do destinatário e informa o valor que deseja transferir para a outra pessoa. A transferência, por ser P2P, é gratuita, sendo que o valor mínimo para transação é R$ 1 e o máximo R$ 2,5 mil. Pelo app, o consumidor consegue acompanhar todos os passos pela plataforma.

De acordo com o presidente da Rappi Brasil, Bruno Nardoni Felici, a ideia do serviço é se transformar em uma plataforma completa para o usuário: “A ideia do pagamento é ser similar ao da China, com os pagamentos P2P via We Chat. A Rappi quer ser um ‘super-app’. Dificilmente você vai achar um aplicativo que quer ser tudo. E queremos atender o que o cliente quer. A gente ouve muito o cliente para desenvolver as coisas, uma delas é esse split. E nós já queríamos entrar no segmento de P2P.”

Em relação ao objetivo específico da plataforma de pagamentos – se pretendem disputar mercado com outras e-wallets –, Tiago Barra, líder de crescimento de mercado da Rappi no Brasil, frisou que a solução busca atender um dos principais problemas dos usuários: a divisão de uma conta.

“Nós queremos que a Rappi seja um assistente pessoal do brasileiro. Para isso, faltava entrar na parte de meio de pagamento. A RappiPay permite que a pessoa divida pagamentos na Rappi com outros usuários (P2P)”, disse Barra. “Por outro lado, imagine ter um smartphone com diversos apps de pagamentos e de compras. Não faz muito sentido no Brasil, se o usuário tem celular com pouca memória. Quero que a Rappi entre no celular do usuário, não cinco e-wallets”.

Em um segundo momento, a RappiPay poderá ser usado em estabelecimentos físicos parceiros da plataforma. Nesses locais, os consumidores poderão efetuar pagamentos lendo QR Code por meio de seus smartphones.

Além do Brasil, essa ferramenta de pagamento in-app já está disponível no México e na Colômbia, sede da startup de delivery.

Análise

Pagamentos e transferências via QR code são muito populares na China, onde AliPay e WeChat dominam. No Brasil, há potencial para deslancharem também. Algumas startups vêm tentando pavimentar esse caminho, com destaque para a PicPay entre as pioneiras e a agora a Rappi. O Nubank também adotou um QR code para identificar as contas correntes de seus usuários. E o Mercado Livre lançou seu QR code no fim de semana. Além delas, BePay e  Tribanco utilizam uma solução de QR code temporário para transações offline desenvolvida pela brasileira Matera.

Vale lembrar que o Banco Central mantém um grupo de trabalho que discute a possível regulamentação do que chama de pagamentos instantâneos. E a mais recente pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre mensageria móvel no Brasil indica que 53% dos usuários ativos de WhatsApp estão interessados em conseguir realizar pagamentos e transferências de valores através do app de mensagens.

O desenvolvimento do mercado brasileiro de m-payment será debatido no dia 10 de setembro, próxima segunda-feira, no WTC, em São Paulo, durante o MobiShop, seminário organizado por Mobile Time. O evento contará com palestras de executivos do alto escalão de empresas e instituições como Banco Central, iFood, Ingresso.com, Mercado Livre, PagSeguro, PayPal, Samsung, Visa, Transire, dentre outras. A programação completa e mais informações estão disponíveis no site www.mobishop.com.br, ou pelo telefone 11-3138-4619, ou pelo email eventos@mobiletime.com.br.