| Mobile Time Latinoamérica | A automação de redes baseada em inteligência artificial perfila-se como a principal aposta estratégica das empresas de telecomunicações em 2026. É o que revela um estudo apresentado pela Motive durante a conferência Network X 2025, realizada em Paris, que mostra como o setor busca modelos de operação mais autônomos, proativos e centrados na experiência do cliente (CX).
A pesquisa foi realizada pela Liberty Communications a pedido da Motive durante a edição 2025 da Network X, celebrada em 15 de outubro em Paris.
De acordo com a pesquisa, realizada com 102 participantes do evento, 37% dos entrevistados identificaram a automação de redes impulsionada por IA como a prioridade número um de investimento e implementação para os próximos 12 meses. Esse interesse responde à necessidade de melhorar a eficiência operacional e gerir redes cada vez mais complexas, em um contexto de crescente demanda por conectividade de alta qualidade.
O estudo também destaca que o atendimento ao cliente aparece como uma das áreas com maior potencial de transformação mediante IA. Cerca de 38% dos respondentes assinalaram que os sistemas de atendimento e diagnóstico baseados em inteligência artificial representam a maior oportunidade para acelerar a transformação digital dos provedores de serviços (PS).
Impacto econômico da IA
No entanto, apesar da importância da adoção dessas tecnologias, o setor ainda enfrenta um desafio relevante: demonstrar um retorno sobre o investimento (ROI) claro e mensurável. Apenas 22% dos presentes na Network X afirmaram ser capazes de quantificar atualmente o impacto econômico de seus investimentos em IA.
Essa dificuldade está alinhada aos achados do Informe de Referência de Estratégias de CSP do TM Forum, publicado em setembro de 2025, no qual 62% dos provedores de serviços de comunicação reconheceram avanços limitados ou nulos na medição do ROI associado à inteligência artificial.


