Mais de 88% dos contratos de concessão de iluminação pública têm previsão de implementar sistema de telegestão ou de telemedição, segundo o presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Iluminação Pública e Cidades Inteligentes (ABCIP), Pedro Iacovino. Hoje, há ao menos 158 concessões do serviço no Brasil, o correspondente a mais de R$ 39 bilhões, que atendem cerca de 60 milhões de pessoas. A maioria fica nas regiões Sul e Sudeste.
Dessas concessões, Iacovino explica que 36 devem ir além, com projetos de conectividade, videomonitoramento ou geração distribuída de energia elétrica, o que viabiliza a transição de municípios para se tornarem uma smart city. Em entrevista a Mobile Time, ele destaca que modernizar a iluminação pública costuma proporcionar uma economia entre 50% e 70%, o que permite que municípios tenham um excedente para redirecionar para outros projetos.
Além disso, com a capilaridade de rede na iluminação é possível instalar semáforos, radares, câmeras de segurança e sensores, sem a necessidade de criar uma nova estrutura. Por essa razão, a modernização do serviço acaba sendo o ponto de partida para que uma cidade se torne inteligente. Mas o presidente da ABCIP ressalta que o sucesso dessa evolução depende de um bom planejamento urbano, que siga as diretrizes do Estatuto das Cidades, além da capacitação de profissionais e integração com o meio ambiente.
Para este ano, a associação estima que novos 25 contratos de concessão sejam concretizados. Além disso, ela monitora mais de 800 cidades que pretendem estabelecer Parcerias Público-Privadas (PPP) para a iluminação pública ou para estruturação de cidades inteligentes. A previsão da associação é que nos próximos quatro anos, o setor cresça consideravelmente, impulsionado pelo arcabouço legal e regulatório.


