O diretor comercial para América Latina da Wireless Technology Labs (WTL), Joaquim Molina, orienta que as MVNOs não façam uma transição abrupta de credenciadas para autorizadas. Para o executivo, o mais adequado é uma migração faseada, que afete um subsegmento seguro da base de clientes da empresa, e que sejam mantidas as operações no sistema antigo, com o intuito de garantir controle e eventuais reversões, caso ocorra algum problema.
Apesar dos nomes soarem semelhantes, uma MVNO credenciada é apenas uma revendedora do provedor original, mas a autorizada assume as responsabilidades de uma operadora provedora, o que exige infraestrutura própria de gerenciamento de clientes, core de dados e voz, embora redes de acesso via rádio sejam poupadas de todas essas exigências. De acordo com o diretor da WTL, hoje, o Brasil possui 170 MVNOs credenciados e 17 autorizadas.
Molina explica que o processo de transição costuma ocorrer quando a operadora virtual amadurece e não vê mais potencial de expansão, mas ressalta que apesar disso é preciso levar em consideração fatores. “Essa mudança requer que a empresa analise desde a sua capacidade de diferenciação, sem limitações em termos de serviços, até a escalabilidade, quando as margens de um modelo credenciado podem compensar a pressão sobre as margens operacionais do negócio”, disse em no Fórum de Operadoras Móveis (FOI), realizado em São Paulo, nesta segunda-feira, 13.
Transição de MVNOs
Além disso, o executivo explicou que o objetivo da transição é ter um maior controle, autonomia e credibilidade com o mercado. O pacote é uma exigência de alguns segmentos, como o IoT e o B2B. Por outro lado, Molina considera que nem sempre o processo de mudança é algo necessário ou obrigatório.


