No iFood, 14 mil agentes de IA generativa apoiam os cerca de 8,5 mil colaboradores, sejam para fazer uma análise, uma consulta no data lake, gerar relatório e apresentação já nos padrões da empresa. A companhia também conta com 10 mil microsserviços com inteligência artificial integrada de alguma maneira.

Do total de “foodlovers”, como são chamados seus funcionários, 2 mil usam IA generativa própria, desenvolvida por eles, para ajudar na criação de códigos ou outros serviços do dia a dia da empresa. Há desde uma frente de AI workforce, conectada com agentes internos para ajudar os funcionários até a AI for devs, inteligência artificial focada no desenvolvimento de códigos e serviços que mantém o iFood.

A plataforma de IA generativa no iFood existe há três anos. Mas há um ano a empresa começou alguns projetos entendendo que dos 200-300 serviços diferentes que estavam começando a utilizar essa tecnologia, precisavam escalar. Por isso, começaram a treinar os próprios modelos. “Pegamos como base o modelo de prateleira, treinamos com modelos menores buscando a eficiência financeira”, disse Heber Augusto Scachetti, gestor de Plataforma de Machine Learning do iFood, durante sua participação no Fórum Brasileiro de IA e Computação de Alto Desempenho, que acontece entre segunda-feira, 11, e segue até quinta-feira, 14, em Campinas. “Do backoffice até decisões de negócios, a IA ajuda inclusive a criar agentes internos”, resumiu.

IA para fora do iFood

Nos últimos seis meses, as recomendações apresentadas aos usuários do app do iFood passaram a ser gerenciadas por inteligência artificial, modelo este treinado dentro da empresa. A ferramenta é capaz de identificar o perfil do usuário e fazer recomendações personalizadas. Desde o pedido realizado feito pelo consumidor e até a entrega, a empresa roda 30 modelos de IA, sejam machine learning, tradicionais ou generativas.

“São vários modelos e algoritmos de segmentação até que o pedido chegue, como a logística, o tempo de entrega e a decisão de qual será o entregador a fazer o serviço”, enumera Scachetti.

Atualmente, o iFood, possui cerca de 8,5 mil funcionários, mais de 50 milhões de usuários ativos mensais, mais de 500 mil entregadores e mais de 500 mil restaurantes cadastrados.

Outro uso da IA acontece nos diferentes tipos de atendimento. Caso o entregador tenha um problema, ele aciona o aplicativo, especial para entregadores, e um agente de IA generativa o atende e o ajuda a resolver o problema. O mesmo acontece para os estabelecimentos e os usuários, todos atendidos por agentes de IA.

Para explorar ao máximo a inteligência artificial e se tornar uma empresa AI First, o iFood precisou correr atrás da eficiência financeira e, por isso, desenvolveu seus próprios modelos internamente.

“Os modelos [de prateleira] vão custar cerca de US$ 20 para 1 milhão de tokens. Se você faz a conta para 50 milhões de usuários ela não fecha. Por isso, é importante buscar eficiência financeira, tanto no ML tradicional, quanto na IA generativa”, explicou Scachetti.

 

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As ilustrações das matérias são produzidas por Mobile Time com IA