A Qualcomm vê três caminhos para as operadoras adotarem a inteligência artificial na borda (edge AI, no original em inglês). Durante o Fórum de Operadoras Inovadores, organizado por Mobile Time e Teletime nesta segunda-feira, 13, Erik Nakandakare, diretor de soluções da fornecedora, afirmou que os caminhos são:
- Uso interno para suprir a demanda própria das telcos em big data e mineração de dados, que ajuda a ter mais eficiência;
- Aluguel de equipamentos (HaaS) edge com as operadoras sendo o canal para levar ao cliente final, pois a Qualcomm não vende devices diretamente;
- Oferecer IA as a service, uma vez que os data centers criam a infraestrutura, Qualcomm cria as soluções e as operadoras oferecem ao mercado, em especial o B2B.
Mas o executivo não vê um ganho direto das operadoras com tráfego de IA. Em sua visão, o crescimento se dará pelo aumento de consumo gradual por meio de projetos dentro das empresas, movimento que deve acontecer no longo prazo.
Casos de uso com edge
Em soluções de edge computing com IA, Nakandakare citou o caso da Qualcomm com a Vale. A mineradora usou câmeras com IA para monitorar 140 parâmetros de segurança em terminais de locomotivas. O uso dessa tecnologia permitiu que trabalhadores não realizassem inspeção sob calor de 40º e gerou uma economia anual de R$ 30 milhões para a companhia.
O diretor da fornecedora reforçou que o uso de IA na ponta é menos custoso, pois usa as placas NPU para inferência – diferentemente do treinamento de IA em data centers, que usa GPUs de NVIDIA e AMD, mais caras. Além disso, reduz drasticamente o volume de tokens, ao enviar apenas o necessário para processamento na nuvem.
Também afirmou que o edge garante mais segurança e melhor tempo de resposta com latência mais baixa.
Imagem principal: Erik Nakandakare, diretor de soluções da Qualcomm (crédito: Galeria Marcos Mesquita/Mobile Time-Teletime)

