O Brasil possui 99 empresas autorizadas pela Anatel a utilizar radiofrequências para aplicações específicas (como smart grids ou conectividade em locomotivas), somando um total de 187 outorgas. Os dados foram compartilhados por Renato Aguiar, gerente de outorga e licenciamento de estações da agência reguladora, durante o MPN Forum — evento organizado por Mobile Time nesta terça-feira, 16, em São Paulo.
O executivo explicou que os números não refletem a totalidade das redes privativas no país. Isso porque o levantamento não engloba as empresas que operam em faixas compartilhadas em redes públicas ou com licenças de SCM, como a de 700 MHz, que concentra diversos casos de redes privativas LTE de fora dessa contagem. Isso sem falar em RCPs que não estão cadastradas na agência reguladora, o que acontece bastante no agronegócio.
ERBs
Neste recorte, Aguiar revelou ainda que o país possui 615 estações rádio base licenciadas para redes celulares privativas. Dessas, 439 ERBs são 4G; 118, 2G; e 58, 5G.
Por estado, o Rio de Janeiro é o que tem mais equipamentos (127), seguido por São Paulo (114), e Minas Gerais (85). O Pará ainda se destaca com 76 ERBs devido ao projeto da Vale em suas minas em Carajás.
De acordo com Aguiar, o projeto de conectividade da companhia ainda impulsiona a liderança de ERBs por setor, uma vez que mineração possui 134 estações contra 85 do agronegócio, 68 de petróleo e gás e 52 na manufatura.
O levantamento do regulador revela ainda que metade dos equipamentos estão em regiões rurais do país, a outra metade fica em áreas urbanas (41%) e marítimas (9%).
Anatel contabiliza fornecedores
O representante da Anatel revelou ainda que a Nokia lidera o mercado neste recorte com 245 ERBs, sendo 226 4G e 19, 5G, com um market share de 49%. A Baicells tem 29,5% de fatia de mercado, com 149 estações LTE, e a Huawei tem 12%, com 59 ERBs (41 em 4G e 18 em 5G).
Imagem principal: Renato Aguiar, gerente de outorga e licenciamento de estações da Anatel (crédito: Galeria Marcos Mesquita/Mobile Time)

