O diretor executivo de vendas corporate e governo da Vivo, Marcelo Tanner, afirmou que o uso de inteligência artificial deve causar uma disrupção em processos. “A IA precisa causar uma revisão na forma como a empresa atua, é uma decisão corajosa, mas que muitas companhias estão fazendo e tendo retorno”, destacou em painel realizado pela Pulsus, nesta terça-feira, 19, em São Paulo/SP.
Para ilustrar essa recomendação, o executivo citou alguns exemplos de sucesso na Vivo, como o uso de IA para ler editais de licitações e formular propostas; reestruturação do call center; assistente de venda para pessoas externas; além do fatiamento da rede 5G para garantir conexão em momentos críticos.
Outra empresa que compartilhou experiências positivas com IA foi o Grupo Pão de Açúcar (GPA), que hoje gerencia 10 mil dispositivos móveis. A gestão dos aparelhos é feita através das APIs da Pulsus e do Power BI, que trouxe diversas melhorias. Uma delas foi o ganho de tempo com a gestão de dispositivos offline (seja por não uso, problema técnico ou férias), que caiu de 10 horas para 45 minutos. Com o Zero Touch, do sistema Android, o grupo conseguiu recuperar aparelhos baseado no login e na localização.
Ao longo do evento, os painelistas também comentaram sobre os riscos da falta de gestão de dispositivos móveis, como uso de aparelhos pessoais ou a utilização dos corporativos para uso pessoal, o que representa um grande risco para a segurança. “Ela é um ativo que pode ser de R$ 1 bilhão ou R$ 100 mil. Depende do negócio da sua empresa. Todo dado vazado tem um preço”, disse Fernando Pasan, responsável pelo desenvolvimento dos negócios do Android Enterprise na América Latina, para o Google, ressaltando a importância do MDM.


