As lives viraram uma febre no Brasil durante a quarentena. A nova edição da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre uso de apps no Brasil comprova a tendência: 75% dos internautas brasileiros já assistiram a uma transmissão ao vivo na tela do seu smartphone.

O hábito é mais comum entre os jovens. 83% daqueles com 16 a 29 anos já viram lives. A proporção cai para 76% no grupo de 30 a 49 anos e para 59%, naquele com 50 anos ou mais. Não há diferenças significativas por classe social ou gênero, mas sim por região do País: o Nordeste tem a maior proporção de internautas que já assistiram a lives (84%), enquanto o sul tem a menor (70%).

No universo de brasileiros que já viram lives, 66% declaram que a frequência com que assistem essas transmissões ao vivo no smartphone aumentou durante o período de confinamento em casa. Neste ponto, tal como nas videochamadas, nota-se uma diferença por classe social: a proporção é maior entre aqueles das classes A e B (73%) do que entre aqueles das classes C, D e E (65%).

A plataforma na qual mais brasileiros já viram lives é o YouTube (84%), seguida por Instagram (54%) e Facebook (41%). Há diferenças de acordo com idade, classe social e gênero. No público que já viu lives no Instagram, por exemplo, há uma predominância de mulheres e de jovens entre 16 e 29 anos. No uso do Facebook, por sua vez, a proporção é maior entre as pessoas das classes C, D e E do que entre aquelas das classes A e B. O YouTube é mais democrático na análise demográfica: não há diferenças expressivas por gênero, idade ou classe social.

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O questionário da pesquisa foi elaborado por Mobile Time e aplicado on-line entre 6 e 13 de maio de 2020 por Opinion Box junto a 2.017 brasileiros com 16 anos ou mais que acessam a Internet e possuem smartphone, respeitando as proporções de gênero, idade, faixa de renda e distribuição geográfica desse grupo. A margem de erro é de 2.2 pontos percentuais. O grau de confiança é de 95%.

O relatório completo da pesquisa está disponível para baixar neste link.