A Zup fechou recentemente uma parceria com a Anthropic para fazer parte de sua rede de parceiros, a Claude Partner Network. Em conversa exclusiva com Mobile Time, Marcos Bonas, vice-presidente de engenharia, arquitetura e vendas da companhia, afirma que a Zup quer ser a principal parceira da empresa de IA no Brasil a partir deste acordo.
“A nossa meta é nos tornarmos o parceiro mais relevante da Anthropic em solo brasileiro”, afirmou o executivo. “Estamos apostando muito nisso, investindo muito tempo, pessoas e estrutura”, completa.
Na prática, a relação com a companhia norte-americana de IA oferece vantagens para a empresa de tecnologia do grupo Itaú Unibanco, algo que não teriam se fossem um simples usuário corporativo. Entre elas, Bonas listou:
- Acesso exclusivo a frameworks, tecnologias e metodologias de trabalho restritas apenas a membros da Claude Partner Network;
- Capacitação avançada com treinamentos específicos da Anthropic, como ‘arquiteto de nuvem da Anthropic’, uma especialização que aborda segurança, estruturação de prompts e criação de agentes com IA;
- Chancela da Anthropic ao validar a expertise técnica da Zup perante seus clientes, ou seja, uma espécie de selo de confiança global.
“A chancela é fundamental. Estamos falando de um órgão externo, altamente relevante, que é o dono da solução e tem uma reputação a zelar. No fim do dia, representa a confiança deles no nosso trabalho, em nossos casos de uso e em nossas horas de engenharia”, destacou o executivo.
IA na ponta: da Zup para os clientes
Com esta relação, o VP da Zup conta que a ideia é atuar como “catalisadora de tecnologia” no mercado brasileiro, ao ajudar na aceleração e na adaptação de grandes empresas à realidade da IA generativa e agêntica” e agêntica e em suas realidades e complexidades.
Com mais de 15 anos no mercado brasileiro, a empresa atua em resolução de problemas complexos de tecnologia para grandes companhias brasileiras, em especial nos setores de telecomunicações e de finanças. Hoje, os trabalhos da Zup focam em todas as áreas corporativas (marketing, financeiro, jurídico e vendas, por exemplo) com ações como:
- Modernização de sistemas legados, vide migração de mainframe para nuvem;
- Desenvolvimento de plataformas e produtos escaláveis;
- Estratégia de adoção de IA corporativa com foco em governança, segurança e eficiência de custos – controle de consumo de tokens.
IA dentro da Zup
Com experiência em IA desde 2016, época de Cortana e Watson, a companhia trabalhava com modelos probabilísticos, machine learning e processamento neural. Mas nos últimos quatro anos, a Zup se aprofundou na IA generativa e no core desta tecnologia de fronteira, como arquiteturas transformers e banco de dados vetorizados.
Nesta jornada, Bonas explica que a empresa se tornou “AI-First” com 100% dos colaboradores usando a inteligência artificial de forma massiva diariamente.
Neste período, a Zup e seu time de pesquisa e inovação, o Zup Labs, experimentaram diversos modelos de fundação e plataformas de IA, como o Claude (Android, iOS) e o Claude Code que trouxeram bons resultados em desenvolvimento de software e codificação. A partir daí estreitaram a relação com a Anthropic, ao ponto de terem mais de 250 pessoas certificadas em soluções da empresa de IA.
Além da chancela como Claude Partner Network, a Zup quer treinar e ter mais 200 funcionários certificados pela Anthropic.
Contudo, apesar da parceria com a fornecedora, Bonas disse que a Zup é agnóstica e seguirá usando outras tecnologias de parceiros como AWS, Microsoft e Salesforce, assim como provedores de modelos abertos (open source) de IA.
Imagem principal: Marcos Bonas, vice-presidente de engenharia, arquitetura e vendas da Zup (divulgação)

