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O 5G servirá primeiro ao usuário final e depois à Internet das Coisas (IoT), preveem executivos que participaram do painel “O potencial do mercado brasileiro de IoT”, durante o primeiro dia do Fórum de Operadoras Inovadoras, organizado por Mobile Time e Teletime nesta segunda-feira, 20, e que segue até terça, 21.

“O impacto do 5G virá no médio e longo prazo. No curto prazo é a latência baixa e a desmistificação (da tecnologia)”, disse Daniel Laper, head de IoT e LoRa na American Tower.

Para Guilherme Correa, coordenador de inovação do Plano Nacional de IoT no MCTI, a Internet das Coisas não depende do 5G, mas, quando vier, trará novas aplicações à toda indústria.

A fala de Correa é corroborada por Eduardo Polidoro, diretor de negócios de IoT na Claro: “Uma grande quantidade das demandas de IoT são resolvidas com maior latência e menor quantidade de dados. O 5G surge para habilitar novos casos que talvez não conheçamos”.

Por outro lado, Polidoro vê como vantagem no 5G a possibilidade de fatiamento da rede (networking slicing) em redes públicas e segregação de espectro, algo que pode acelerar a entrada de soluções em edge computing. Além disso, o executivo vê a possibilidade de padronização da automação industrial.

Contraponto

Mais pragmático, José Almeida, CTO da WND Brasil, alerta que a utilização do 5G para o IoT pode não ter atrativa para as operadoras de grande porte. “3G quebrou a Nortel e o 4G talvez leve a Oi para o buraco. O 5G parece bonito, mas ainda não se sabe como usar. Inicialmente, os casos de uso em 5G serão em telemedicina, talvez drones. E Facebook. O impacto é para os usuários, não sei se (atrai) empresas e operadoras”, disse Almeida.