O Instagram é o aplicativo que mais cresceu em uso diário entre os brasileiros este ano. Segundo pesquisa da Deloitte, 37% afirmam que utilizam o app da mídia social pelo menos 1 hora por dia, um aumento de 9 pontos percentuais em relação à análise feita um ano antes. De acordo com Marcia Ogawa, sócia-líder da área de tecnologia, mídia e telecomunicações na Deloitte Brasil, o crescimento do Instagram deve-se principalmente às mensagens efêmeras, o Stories. Dos 2 mil entrevistados da análise, 79% disseram que assistem a vídeos de posts ou histórias em tempo real.

Ainda assim, o Instagram não é o app que lidera o ranking dos mais usados pelos consumidores brasileiros. O WhatsApp é o grande vencedor com mais frequência de uso: 80% das pessoas dizem utilizá-lo 1 hora por dia, aumento de 1 ponto percentual ante 2017. O Facebook aparece em seguida, com 52%, também com um incremento de 1 ponto percentual se comparado com o ano passado. O e-mail pessoal teve um incremento de 6 pontos percentuais, citado por 46% dos entrevistados. Por sua vez, o Facebook Messenger caiu 2 pontos percentuais e ficou com 38%. Empatado com o Instagram, o e-mail profissional também teve 33% das respostas, mas registrou uma queda de 2 pontos percentuais no uso diário.

Nesta questão de múltipla escolha da pesquisa, ainda vale destacar outros apps, como: Twitter, com 14% e aumento de 1 ponto percentual; iMessage, com 13% e crescimento de 1 ponto percentual; Skype, com 9% e queda de 1 ponto percentual; Telegram, também com 9% e incremento de 1 ponto percentual; o Snapchat, que teve a maior queda (3 pontos percentuais) e obteve 8% das respostas; e os apps de relacionamento e namoro registraram queda de 2 pontos percentuais e 8% das respostas.

Uso do WhatsApp e Facebook

Uma vez que WhatsApp e Facebook são os canais mais utilizados para comunicação e mensageria pelos usuários, a Deloitte fez um recorte por gênero, para entender quem usa mais esses apps. Para a executiva da empresa de consultoria, os números mostram que as mulheres são “mais engajadas” que os homens nas duas aplicações.

Considerando apenas quem respondeu a questão anterior, 83% das mulheres disseram que usaram o WhatsApp nas últimas 24 horas antes de participar da pesquisa. Por sua vez, 76% dos homens afirmam terem usado o app de mensageria no mesmo período. Em relação ao Facebook, o uso contínuo é um pouco menor, uma vez que 58% das mulheres dizem que acessam a mídia social em seus celulares. Enquanto isso, 46% dos homens responderam que usam a ferramenta.

 

 

Consumo em vídeo

Entre as atividades realizadas nos handsets, o consumo de vídeos é a mais popular. Em outra questão de respostas múltiplas, sobre as atividades realizadas nos smartphones pelo menos uma vez por semana, 86% disseram que assistem a vídeos compartilhados em mídias sociais. Embora tenha uma queda de 1 ponto percentual em relação à pesquisa de 2017, esse item foi o mais citado pelos entrevistados.

Ainda sobre vídeos, a pesquisa constatou que 79% das pessoas veem vídeos de posts ou histórias em tempo real, uma queda de 2 pontos percentuais; vídeos de notícias tiveram aumento de 7 pp, com 62%; streaming de filmes e vídeos obteve 58% das respostas e um incremento de 9 pontos percentuais; vídeos amadores obteve 51% das respostas (foi perguntado pela primeira vez em quatro anos de pesquisa); TV ao vivo ficou com 46%, e aumento de 7 pontos percentuais; e TV sob demanda, com 43% e aumento de 6 pontos percentuais.

Ogawa afirmou que a pesquisa mostra que o consumo de vídeos mais longos (filmes, séries e programas de TV) colaborou para o aumento das visualizações semanais por smartphones. A sócia-líder disse que a melhoria nas ofertas de apps (OTTs) e de smartphones (com telas maiores e com mais qualidade de vídeo) também colaboraram neste quesito.

Outros consumos

Na questão anterior, as pessoas responderam também sobre demais atividades realizadas no celular. Entre elas, estão: leitura de notícias, com 72% (crescimento de 5pp); conteúdos de realidade virtual, com 69% e 4 pps acima; mapas para navegação, com 58% e aumento de 5 pps; a categoria jogos teve incremento de 7 pontos percentuais, com 57% das respostas; streaming de música, com 56% e aumento de 9 pps; rádio on-line, com 45% e aumento de 4 pps; e aplicativos de namoro, com 20% (também perguntado pela primeira vez).

Assinaturas e serviços

Sobre as assinaturas de serviços de mídia por meio de smartphones, Ogawa alertou que “os movimentos da pesquisa mostram que as mídias tradicionais estão ficando para trás.” No estudo, nota-se que nenhum meio tradicional (mesmo com ferramentas digitais) obteve dois dígitos das respostas.

Lembrando que a questão era de múltipla escolha, a Netflix lidera com 49% das respostas. O Spotify aparece logo atrás, com 22%, os serviços de armazenamento em nuvem têm 12%, e o Google Music foi citado por 10% dos consumidores. “Quase metade dos brasileiros tem assinatura via celular da Netflix. Em segundo lugar, com grande distância, estão as assinaturas do Spotify”, ressalta a executiva.

No segundo pelotão, com um dígito das respostas, aparecem: o jornal O Globo (5%), revistas digitais (5%), o streaming Apple Music (4%), o serviço on demand Now TV (3%), o jornal Folha de S. Paulo (3%), o streaming de vídeo Amazon Prime Video (2%), o jornal O Estado de S. Paulo (2%), o jornal Super Notícias (2%), o jornal Valor Econômico (2%), o streaming de música Amazon Prime Music (2%) e jornais internacionais (2%).

 

 

Metodologia

O estudo faz parte de uma pesquisa global que a Deloitte realiza anualmente desde 2014. No mundo, a companhia ouviu 40 mil pessoas, de 18 a 55 anos, em 22 países. Para a análise, o Brasil colaborou com 2 mil entrevistas que foram feitas por meio de questionário eletrônico. A pesquisa aborda ainda dados de consumo de vídeo, smart home, hábitos de smartphone e uso de biometria. Essas informações serão divulgadas em uma série de matérias nos próximos dias.