O valor global de transações por Direct Carrier Billing (DCB), meio de pagamento que desconta o valor no saldo do plano pré-pago ou debita na fatura do pós-pago, chegará a US$ 87 bilhões (R$ 457,19 bilhõe) em 2030, segundo análise feita pela Juniper Research. A consultoria afirma que o mercado atual movimenta US$ 51 bilhões (R$ 267,01 bilhões) e o salto ocorrerá por se tratar de um mecanismo que inclui a população não bancarizada, além de oferecer uma experiência de compra com menor fricção.
A estratégia é apontada como uma área-chave para que as operadoras de rede móvel sigam crescendo nos próximos quatro anos. No entanto, isso requer uma série de medidas para garantir segurança, preços competitivos e inclusão de novos serviços, especialmente voltados ao entretenimento.
Contra fraudes e fricções
O documento aponta que como o mercado de pagamentos tem outras tecnologias, as operadoras deverão implantar APIs de rede contra fraudes para monitorar as transações em tempo real. “Integrar uma tecnologia de pagamento com sinais de rede diferenciará a cobrança direta pela operadora de tecnologias de pagamento alternativas”, afirmou a empresa, que vê o recurso como um diferencial do mercado.
O processo deverá incluir provedores de serviços de pagamentos (PSPs), com o intuito de tornar os preços competitivos, já que as chamadas por API possuem custos elevados. Além disso, as operadoras deverão flexibilizar e até diminuir suas margens de lucro, tendo em mente que o foco será em gerar receita por meio do volume de vendas. A Juniper acredita que isso reduzirá as taxas altas do DCB, que prejudicam sua popularização no mercado.
Para facilitar o processo de checkout e torná-lo mais ágil, as MVNOs poderão substituir as verificações por SMS (OTPs) pelas APIs de verificação de número. O sistema terá alta aplicabilidade nas compras realizadas diretamente em apps e em compras de baixo valor.
Estratégia comercial
Para atrair novos clientes, a consultoria entende que o caminho é incluir serviços de entretenimento por meio de parceria, como redes sociais e streamings. As MVNOs deverão ter em mente que assinaturas e microtransações trarão a sustentabilidade ao negócio, por isso, será recomendável que os seus aplicativos possuam uma espécie de central de gerenciamento, na qual seja possível o usuário visualizar e cancelar os serviços. Como a cobrança será direta no plano, o acesso às assinaturas será facilitado, incluindo pessoas não bancarizadas.
“Para posicionar a cobrança direta pela operadora como uma tecnologia de pagamento essencial para os serviços de assinatura, as MNOs devem oferecer recursos de gerenciamento de assinaturas que igualem ou superem os oferecidos por bancos, neobancos e outros provedores de serviços financeiros para o consumidor”, destaca a Juniper no relatório.
Ilustração produzida por Mobile Time com IA.


