As operadoras móveis brasileiras estão migrando em peso dos antigos SIMcards com formato único para o modelo conhecido como triplo-corte, que funciona com os três tamanhos existentes (4FF, 3FF e 2FF, ou nano, micro e miniSIMcard, respectivamente). A Claro foi a primeira a adotar o triplo-corte como padrão: há cerca de um mês e meio 100% das encomendas da operadora já são de chips desse modelo. A Vivo, por sua vez, sinalizou ao mercado que a partir de julho só comprará SIMcards de triplo-corte. Fontes do setor acreditam que a Oi deve tomar o mesmo caminho a partir de julho. E a TIM deve fazer o mesmo em seguida. Com isso, a expectativa é de que 70 milhões de SIMcards de triplo-corte sejam distribuídos no varejo brasileiro em 2015, o que representará aproximadamente 35% de um total de 200 milhões de chips projetados para o Brasil este ano.

A decisão das teles de passarem a comprar somente o SIMcard de triplo-corte não quer dizer que o modelo estará disponível imediatamente em todas as suas lojas. Ainda há estoques dos formatos anteriores nos pontos de venda e nos centros de distribuição que precisam ser comercializados. Uma vez feita a transição, haverá uma significativa economia para as teles em gastos com logística e estocagem. Na Europa, operadoras que optaram pelo triplo-corte registraram uma redução em torno de 17% com esses custos. No Brasil o percentual deve ser ainda maior.

O SIMcard de triplo corte pode ser destacado nos três tamanhos diferentes e ser revertido mais tarde para qualquer um deles. Ou seja: se o consumidor comprar um telefone novo com entrada para um tamanho de SIMcard diferente, é possível aproveitar o chip antigo. Embora o custo de fabricação do SIMcard de triplo corte reversível seja mais alto, as operadoras tendem a cobrar do consumidor o mesmo preço de sempre, em torno de R$ 10.  A conta é simples: a economia com estocagem e logística compensa a perda na margem de lucro com a venda de SIMcards.

Atualmente, Gemalto e Oberthur fabricam o SIMcard de triplo-corte no País para a venda em toda a América Latina. No ano passado houve algumas experiências pontuais de adoção desse modelo no mercado brasileiro. Uma das pioneiras foi a Oi com o plano Oi Galera, usando um chip da Oberthur.