A Meta e alguns de seus BSPs no Brasil começaram a testar o uso de uma ferramenta de preço dinâmico para mensagens de marketing no WhatsApp. Esse modelo de precificação por enquanto é opcional, mas passará a ser obrigatório no segundo trimestre do ano que vem, informa a Meta.
Hoje, o preço fixo por mensagem de marketing no WhatsApp no Brasil é de R$ 0,3217, o mais caro entre as diferentes categorias de mensagens – aquelas de utilidade e autenticação, por exemplo, custam R$ 0,035 cada.
A ferramenta de preço dinâmico se chama “Max Price” ou “preço máximo”. Na prática, a empresa anunciante define um preço máximo que está disposta a pagar por cada mensagem de marketing. Esse valor pode ser igual, maior ou menor que o preço fixo tabelado.
A Meta vai calcular caso a caso, de acordo com uma série de fatores, o preço de cada mensagem, e só vai entregá-la se estiver dentro do limite máximo estabelecido pelo anunciante.
Na página para desenvolvedores, a Meta avisa que a ferramenta de preço máximo “é um recurso em fase inicial”, cujo desempenho “pode variar à medida que os sistemas da Meta aprendem e melhoram”.
BSPs e preço máximo no Brasil
Alguns BSPs que atuam no Brasil já estão testando o preço máximo em mensagens de marketing no WhatsApp. A Sinch, por exemplo, adaptou a sua plataforma para trabalhar com essa novidade.
“As marcas poderão operar no modelo Max Price de forma transparente, utilizando webhooks e análises avançadas para acompanhar os custos de suas campanhas”, informa a Sinch em comunicado enviado à imprensa. Sua plataforma permite classificar os usuários por nível de engajamento, o que melhora a acurácia na definição do preço máximo.
A Sinch lista como benefícios da novidade: 1) possibilidade de priorizar clientes de alto valor, estabelecendo valores mais elevados para aumentar a chance de entrega de ofertas estratégicas em momentos de picos; 2) redução de custos, caso a média de preço do mercado caia; 3) facilitação de realização de campanhas de baixos custo direcionadas a usuários inativos.
Pietro Bujaldon, CEO e fundador do smarters, BSP com forte atuação em marketing, comenta ao Mobile Time: “O lançamento dessa funcionalidade mostra que o template de marketing está virando cada vez mais um ativo de mídia do que de mensageria”.
Entretanto, há também críticas. Um executivo de outro BSP ouvido por Mobile Time reclama: “Não estão fazendo isso para pagarmos menos. A banca sempre vence. Faria mais sentido para mim contratar um perfil demográfico e pagar por leilão, não um cenário em que eu já tenho o contato e o histórico da pessoa que quero conversar”.


