O Banco Inter está estruturando o seu aplicativo para que ele se torne um super-app, ou seja, um marketplace onde o usuário encontra uma série de serviços financeiros e não financeiros. A estratégia começou com a inclusão de serviços como recarga de celular, venda de gift cards e pagamento de estacionamento, além de uma plataforma aberta de investimentos, com ofertas de fundos de outras instituições financeiras. Mais recentemente, o Banco Inter incorporou uma área de marketplace, chamada “shopping”, com a venda de produtos e serviços de marcas diversas, como Nike, Natura, Americanas, dentre outras. Atualmente, a navegação pelos produtos acontece dentro do app do Banco Inter, mas o checkout ocorre no ambiente dos parceiros, com um webview. Até o final do ano, porém, o objetivo é integrar o pagamento de forma nativa dentro do aplicativo do banco, em uma experiência de “chekcout leve”, como descreve Rodrigo Gouveia, executivo recém-contratado como diretor de marketplace da companhia.

“Esse conceito de ‘super-app’ é relativo. Foi construído na Ásia, para resolver tudo dentro de um lugar só. Nós queremos buscar conveniência, porque as pessoas têm cada vez menos tempo. Queremos oferecer a melhor experiência dentro de um super-app. O desafio do nosso lado é ser pioneiro, por sermos um dos primeiros do mundo a incorporar a visão de super-app dentro de um app bancário”, comentou Gouveia em conversa com Mobile Time. “Nossa ideia é que você não precise baixar vários apps diferentes, mas encontre tudo dentro de um só. Essa é a visão que estamos trabalhando aqui nessa construção do marketplace de um super-app”, acrescentou.

O Banco Inter conta hoje com 53 parceiros em seu marketplace, e acredita que deva chegar a um número em torno de 100 no fim do ano. Mas Gouveia reforça que o mais importante é a qualidade dos parceiros, não a quantidade deles.

O fluxo para o pagamento nativo no marketplace ainda não está definido, mas a ideia é que demande a menor quantidade de cliques possível. Uma das vantagens será reduzir a fricção para compras com débito, descontando diretamente do saldo do usuário no Banco Inter, pois a experiência de pagamento nessa modalidade em sites de comércio eletrônico na Internet, em geral, nem sempre é fluida. Estando dentro do app do próprio banco, o usuário se sente mais confortável e seguro para transacionar, explica Gouveia.

Como vantagem para os consumidores que comprarem dentro do app, além da comodidade e da segurança, o Banco Inter oferece cashback, cujo percentual de devolução varia de acordo com o parceiro.

Além do Banco Inter, vários outros aplicativos estão apostando em uma estratégia similar de super-app no Brasil, como Magazine Luiza, Rappi, Dtudo e Mercado Livre/Mercado Pago. Gouveia entende que há espaço para vários, ou seja, não necessariamente haverá um vencedor único. “Sempre me perguntam quem vai ganhar? Respondo que vai ter um vencedor, sim: o consumidor final. Que vençam os melhores”, comentou.

Gouveia participará de um painel sobre super-apps no Brasil durante a segunda edição do seminário Mobishop, no dia 8 de outubro, no WTC, em São Paulo. Ele terá a companhia de Andreas Blazoudakis, CEO do Delivery Center; Daniel Stephens, head de produtos do Mercado Pago; Fernando Vilela, head de growth do Rappi; e Rafael Catoto, diretor do LuizaLabs, do Magazine Luiza. Mais informações sobre o evento estão disponíveis em www.mobishop.com.br, ou pelo email eventos@mobiletime.com.br, ou pelo telefone 11-3138-4619. O Mobishop é organizado por Mobile Time.