‘Em Brasília, 19 horas’. Até a década de 1970 a icônica frase era sinônimo de comunicação moderna. O rádio fazia parte do cotidiano do brasileiro, em especial a Rádio Nacional, Rádio MEC e o seu principal programa, a Hora do Brasil/Voz do Brasil. Depois de 1970 veio a TV colorida, os jornais de rede, a rádio AM/FM e a Internet.
Mas o rádio não deixou de existir. Pelo contrário, ele evoluiu. Se tornou digital, entrou na era do streaming e do mobile juntos. Hoje, programas de rádio combinam a descontração do podcast com a velocidade e a instantaneidade do cotidiano.
É o caso do app Rádios EBC (Android, iOS) que junta todas as estações no Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). Na prática, isso significa a transmissão em tempo real de música popular brasileira, música erudita e notícias nas rádios:
- MEC FM;
- MEC AM;
- Rádio Nacional do Rio de Janeiro;
- Rádio Nacional de São Paulo;
- Rádio Nacional AM de Brasília;
- Rádio Nacional FM de Brasília;
- Rádio Nacional de São Luís;
- Rádio Nacional do Alto Solimões.
Ou seja, uma cobertura ampla, plural e democrática.
Além disso, o app traz notícias diárias em áudios divididos por temas de cidadania, cultura, economia e educação no botão ‘áudio’. Tem todos os programas já exibidos na área ‘programas’ e os horários da programação na aba ‘horários’.
Porém, o app tem alguns problemas e parece que parou no tempo.
Problemas e melhorias ao Rádios EBC
Muitos dos programas estão vazios ou desatualizados. A navegação é basicamente uma versão chapada da página web, os botões são duros e quase nada é clicável. Parece um app do começo da era mobile. E o seu player é bem básico: tem um botão para ler o texto da programação e outro de pausar/dar play.
Apesar de as rádios serem digitais, o player sequer mostra o que está tocando naquele momento. É música? É notícia? É propaganda? Só mostra o nome do programa.
Em resumo, o app da Rádio EBC poderia ser melhor, mais moderno e trazer a riqueza cultural de maneira mais fácil para a população, algo que seus profissionais fazem com extrema qualidade. O aplicativo poderia ser ainda uma alternativa para o consumidor brasileiro que não tem condições de contratar um serviço de streaming para ouvir músicas e podcasts.
Mas está parado no tempo e bem longe de outros similares, como BBC, no Reino Unido, ou BR Radio, da Alemanha.


