A TIC Saúde revelou que 18% dos estabelecimentos de saúde no Brasil utilizam inteligência artificial. A adoção, segundo a pesquisa, é mais significativa em alguns nichos, como locais com mais de 50 leitos (31%) e nos Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SATD), onde 29% disseram fazer uso da tecnologia. Entre as finalidades, o foco principal é a organização de processos clínicos e administrativos, sendo o modelo generativo o mais usado (76%), seguido por mineração de texto (52%) e automação de processos (48%). Os dados foram coletados em entrevistas realizadas em 2025, com mais de 3,2 mil gestores da área de saúde.

Divulgada pelo CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), a pesquisa também buscou identificar os obstáculos por trás do baixo índice de uso. Nos hospitais com mais de 50 leitos, custos elevados (63%), falta de priorização institucional (56%) e limitações relacionadas a dados e capacitação (51%) foram apontados como os principais motivos.

A troca de dados é outra questão desafiadora. Embora 92% das instituições já usem sistemas eletrônicos para cadastro de pacientes, 44% não têm sistema de envio ou recebimento de documentos eletrônicos, sendo a maior parte do setor público (68%). O dado chama a atenção, pois 44% dos respondentes afirmaram ter integração com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), plataforma de interoperabilidade do Ministério da Saúde.

Em relação à utilização de big data, a adesão ainda é baixa. Dentre os estabelecimentos entrevistados, apenas 9% afirmaram que fazem análises com o apoio da tecnologia. Assim como no caso da IA, o maior índice de utilização é em hospitais, onde 30% disseram contar com big data. Além disso, a penetração da tecnologia é mais significativa entre as instituições privadas.

TIC Saúde e os dados de atendimento

A digitalização também vem avançando no atendimento a pacientes. De acordo com o levantamento, 39% dos estabelecimentos ofereceram visualização online de resultados de exame, 34% permitem agendamento de consultas via internet e 32%, de exames. As interações com equipes de saúde também cresceram, foram de 16%, em 2023, para 35% no último ano. Na telessaúde, a teleconsultoria (consulta registrada e realizada entre profissionais da saúde) foi a mais usada (36%), à frente da teleconsulta (28%) e do telemonitoramento (20%).

O estudo também mostrou que a proteção de dados ainda é um ponto de atenção, já que 42% dos respondentes informaram ter uma política de segurança formal, a maior parte do setor (54%). E 47% dos estabelecimentos afirmaram que ofereceram treinamento de segurança da informação para seus funcionários.

 

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