O CEO do banco Inter (AndroidiOS), Alexandre Riccio, afirmou que o Pix no crédito tem potencial para ser alternativa aos modelos tradicionais de crédito. Em conversa com jornalistas nesta quarta-feira, 3, o executivo disse que a solução pode substituir o crédito rotativo no cartão e o cheque especial na conta corrente.

Durante o lançamento da plataforma Meu Crédito de gestão, controle e educação financeira no app, Riccio explicou que o Pix na trilha do crédito já está disponível na instituição e permite aos consumidores terem mais clareza em sua contratação, como ao escolherem o valor, parcelar e ter um planejamento nos pagamentos dentro do app.

“Vejo uma evolução com um o uso (do crédito) melhor, mais assertivo e mais intencional ao levar a comunicação para os clientes sobre os produtos que temos. Em paralelo, nós vemos a oportunidade de usar a plataforma do Meu Crédito para poder educar o cliente em como que ele deveria se comportar”, completou Ricci.

Embora não esteja padronizado pelo Banco Central, o serviço de crédito via Pix é utilizado pelos correntistas de forma pontual, como ao cobrir pagamentos no final do mês ou em algumas compras. Mauro Rangel, diretor de crédito e recuperação do Inter, disse que outro uso que o banco observa do Pix no Crédito é na compra de produtos no varejo, uma vez que os comerciantes dão desconto para pagamentos no arranjo instantâneo.

Pix alavancando o Inter

Riccio afirmou que o Pix funciona como um indutor para a principalidade do cliente. Com 42 milhões de clientes cadastrados, dos quais 60% são ativos, o Inter responde por 9% dos total de Pix transacionados no Brasil. Sua ideia é que esses correntistas acessem mais produtos de crédito a partir do arranjo instantâneo, aumentem a receita do Inter e sua fatia de mercado em crédito.

O banco tem market share distribuído entre produtos da seguinte forma:

  • 8,5% do mercado nacional em home equity;
  • 6% na antecipação de saque-aniversário do FGTS;
  • 2% do cartão de crédito.

No terceiro trimestre de 2025, a carteira de crédito do Inter cresceu 30% contra mesmo período no ano anterior, três vezes acima da média do mercado. O volume transacionado em cartão foi de R$ 62 bilhões, um incremento de 18% ante R$ 52 bilhões do terceiro trimestre de 2025.

Imagem principal: Alexandre Riccio, CEO do banco Inter (em pé) e Mauro Rangel, diretor de crédito do banco (crédito: Henrique Medeiros/Mobile Time)

 

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