A Speedbird Aero planeja um crescimento em suas rotas com drones no Brasil, consolidação na Europa e até um avanço para o mercado norte-americano nos próximos 24 meses. Para isso, Manuel Coelho, CEO e cofundador da startup, busca uma rodada de investimento de série B em breve. A partir desta expansão, a Speedbird espera atingir o breakeven em dois anos.

A empresa de logística aérea com drones mira o seu avanço nos segmentos de:

  • Delivery;
  • E-commerce;
  • Laboratórios médicos;
  • Portos e navios;
  • Correios.

Atualmente, a companhia conta com clientes não apenas no Brasil, mas em Portugal, Cingapura, Itália, Bélgica e Reino Unido. Também explora atividades em Israel. Os voos são operados à distância por centrais locais.

De acordo com o Crunchbase, a companhia já angariou US$ 10,2 milhões em rodadas anteriores que contaram com Lince Capital, MSW Capital e Bela Juju Ventures. O executivo explicou que os aportes permitiram “observar e adentrar no mercado europeu”. Além disso, a startup obteve autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para transportar materiais contaminantes e sobrevoar áreas povoadas, algo que demanda certificações robustas.

Brasil

Para o Brasil, Coelho confirmou que está em conversas com o iFood para ampliar suas rotas, inclusive para outras verticais em que a sua parceira atua. Mas recorda que cada nova rota requer aprovação da ANAC. Foi o caso do Fleury, com transporte de materiais contaminantes, que utiliza os drones para ampliar a sua movimentação em 40 quilômetros nas capitais baiana e mineira.

No atual momento, a Speedbird tem como seus principais clientes nacionais:

  • iFood, com uma linha de transporte de comida que contabilizou 600 entregas em Aracaju/SE em dois meses;
  • Vale, para transportes de amostras de minérios até o laboratório em Carajás/PA;
  • Petrobras, com transferências de insumos entre plataformas petrolíferas na costa brasileira;
  • Fleury, com carregamento de amostras de exames em Salvador e Belo Horizonte.

Desses cases, o CEO confirmou que a logística com a Petrobras utiliza Starlink e Wi-Fi, mas não usa a rede celular privativa da petroleira.

Estrutura

Pelo lado tecnológico, Coelho confirmou ainda que estão desenvolvendo um drone mais robusto para transporte de pacotes de até 60 quilos, multirotor (um modelo que parece com um helicóptero de múltiplas hélices) e com mais autonomia de voo. Também planejam operar frotas de drones para um único cliente, ou seja, a utilização de até seis aeronaves para um cliente operadas em tempo real e simultaneamente.

A Speedbird oferece aos clientes transportes logísticos com três modelos de drones:

  • DLV-1, que carrega até 2,5 quilos, é multirotor e tem autonomia de 3 quilômetros;
  • DLV-2, que carrega até 6 quilos, com autonomia de 8 quilômetros e é multirotor;
  • DLV-4, com capacidade de carga de até 5 quilos, asa fixa (como um aeromodelo de avião) e autonomia de voo de 40 quilômetros.

Sua estrutura conta com droneports, uma espécie de aeroporto de drone para dois operadores com carregadores e armazenamento em 8 metros, e o software que permite controlar os drones à distância e em tempo real por 4G, 5G, Wi-Fi e comunicação satelital. A aterrisagem conta com auxílio de inteligência artificial.

Há planos para ter saída e chegada de drones diretamente de aeroportos, algo que a startup fez em Israel e Itália e que facilita a logística, mas depende de diálogo com a ANAC.

Imagem principal: Manoel Coelho, cofundador da Speedbird Aero (divulgação)

 

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