O Itaú (AndroidiOS) já conta mais de 1,3 mil modelos de inteligência artificial em uso. Em resposta por e-mail enviada para Mobile Time, Carlos Eduardo Mazzei, diretor de tecnologia do banco, explica que a IA é utilizada em todas as suas áreas, tais como:

  • Em crédito, a IA apoia análises de risco e ofertas mais adequadas ao perfil do cliente;
  • No atendimento, a tecnologia viabiliza jornadas conversacionais mais fluidas com interpretação de texto, voz e imagem;
  • Em investimentos, a IA sustenta análises de perfil, recomendações personalizadas e apoio à tomada de decisão.

Essas soluções impactam da adoção de dados e IA em toda organização de forma descentralizada, e fazem parte da transformação digital e cultural na última década com modernização tecnológicas, arquiteturas mais flexíveis, novas metodologias de trabalho e base sólida de dados.

Entre 2024 e 2025, houve crescimento de 84% nas iniciativas de IA generativa e de 34% nos modelos tradicionais de machine learning dentro do banco, completou o diretor. Também é importante dizer que o banco registrou incremento de 35% na velocidade de implementações de soluções tecnológicas na comparação com o ano anterior.

IA do Itaú com o consumidor

Para o cliente final, o uso de IA pelo Itaú é mais notório com a sua plataforma proprietária de IA generativa, a Inteligência Itaú, e suas três frentes mais próximas dos correntistas pessoa jurídica e pessoa física:

  1. Pix no WhatsApp;
  2. Inteligência Itaú para investimentos;
  3. Itaú Emps para empreendedores.

Dessas soluções, o executivo compartilhou que o Pix no WhatsApp acelerou a jornada de pagamento em até 20 segundos e apresenta alto engajamento, com 90% dos usuários retornando para utilizar a solução. Por sua vez, o Itaú Emps tem 50% da base de usuários acessando a aplicação diariamente.

Investimentos

Embora a companhia não compartilhe valores de investimentos em inteligência artificial, o executivo disse que a IA faz parte de um investimento contínuo e estruturante em tecnologias, dados e inovação, em uma agenda descentralizada e transversal em diversos departamentos e frentes de atuação.

“Mais do que um orçamento isolado, a inteligência artificial está integrada às nossas decisões de investimento de longo prazo. Esse modelo nos permite escalar soluções com consistência, incorporar rapidamente novas capacidades e garantir que a inovação esteja sempre alinhada à estratégia de negócio e à geração de valor real para clientes, colaboradores e para o próprio ecossistema financeiro”, escreve Mazzei.

Ainda assim, o resultado financeiro do Itaú em 2025 revela que o banco investiu ao todo R$ 11,7 bilhões em tecnologia, uma alta 18% contra R$ 10 bilhões de um ano antes.

Passado e futuro

Para 2026, o diretor de tecnologia do Itaú explica que a proposta é aprofundar a integração entre inteligência artificial, machine learning e dados em larga escala para entregar experiências mais personalizadas, preditivas e contextuais ao correntista. Isso inclui, a expansão do uso da IA generativa centrada no cliente com interação em linguagem natural, agentes especializados e experiências mais conversacionais, proativas e consultivas.

Nesta jornada em IA, o banco também considera acompanhar as tecnologias emergentes e de fronteira, como o uso de algoritmos quânticos aplicados à otimização de produtos, como as carteiras de investimento. Para esta publicação Mazzei afirmou que a utilização de tecnologias de fronteira em uma organização com mais de 100 anos exige visão de “longo prazo e consistência”.

Reforça que a transformação digital do banco não é apenas sobre migrar sistemas legados, mas ganhar velocidade, flexibilidade e capacidade de inovação contínua. Isso foi fortificado recentemente com a criação do Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú (ICTi), uma frente voltada para fortalecer pesquisa e desenvolvimento, conectar o banco ao meio acadêmico e acelerar a aplicação prática de ciência de ponta.

“A ambição é reforçar o Itaú como um parceiro financeiro presente no dia a dia, antecipando necessidades e ajudando pessoas e empresas a tomarem melhores decisões com segurança e responsabilidade”, diz. “Acima de tudo, o motor desse crescimento é estratégico: usamos a IA com foco claro em gerar valor real para o cliente, simplificando jornadas e tornando o banco cada vez mais consultivo”, afirma.

Imagem principal: Carlos Eduardo Mazzei, diretor de tecnologia do Itaú (divulgação)

 

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