A Keeta (Android, iOS) anunciou nesta segunda-feira, 30, a distribuição gratuita de capacetes inteligentes para entregadores parceiros. Neste primeiro momento, a empresa, que é braço internacional da chinesa Meituan, inicia em São Paulo o programa piloto que disponibilizará 350 equipamentos para parceiros de alto desempenho na plataforma.

O capacete tecnológico usa recursos integrados com inteligência artificial para otimizar rotas e aprimorar a eficiência logística. Nele, alto-falantes orientam os entregadores com instruções do aplicativo, como rotas e detalhes do pedido, sem que o entregador precise olhar o tempo todo para o celular.

Além de navegação assistida por voz, o equipamento faz gerenciamento de chamadas por meio de um botão de toque único. Nele, é possível atender e encerrar as chamadas sem tirar as mãos do guidão.

O capacete inteligente possui conectividade Bluetooth, e permite reproduzir músicas ou outros conteúdos de áudio. Ele possui detecção automática de acidentes, com sensor de movimento inercial capaz de identificar impactos súbitos ou quedas graves. O sistema aciona o centro de segurança da Keeta caso não haja resposta após 12 segundos e, se necessário, aciona serviços de emergência.

O equipamento também possui luzes de LED para melhorar a visibilidade noturna ou em condições de baixa luminosidade, além de adesivos reflexivos.

O capacete inclui recursos essenciais de segurança para a proteção física, como viseira contra poeira, detritos, insetos e linhas de pipa.

O equipamento estará em testes nas ruas de São Paulo para avaliação de desempenho em segurança e usabilidade antes de expandir para outras cidades.

A Keeta

A Keeta iniciou suas operações em São Paulo em novembro de 2025 e, à época, anunciou o investimento de R$ 1 bilhão na região. Vale dizer que a chinesa previu investimento de R$ 5,6 bilhões no Brasil até 2030. O montante para a capital paulista e região será destinado aos custos do lançamento, tecnologia e operacionalização do seu serviço de delivery localmente.

No país, a empresa da Meituan anunciou sua chegada em maio do ano passado, e, desde então, luta na justiça para o fim das exclusividades entre restaurantes e plataformas de delivery, como o iFood. No dia em que anunciaria o início das operações no Rio de Janeiro, cancelou sua chegada à cidade, alegando que os contratos de exclusividade que as plataformas de delivery – como Rappi, 99Food e iFood – são uma distorção do mercado e impedem a livre concorrência.

“A partir de suas operações na Baixada Santista (Santos e São Vicente) e em São Paulo e 9 cidades na região metropolitana, Keeta identificou o quão distorcido está o mercado de delivery. O principal concorrente, responsável por 80% do mercado de delivery de alimentos, continua promovendo acordos de exclusividade, mesmo estando proibido na maioria dos casos pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)”, escreveu a empresa em seu comunicado à imprensa, alfinetando o iFood.

 

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