A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou nesta quinta-feira, 2, os dez participantes selecionados para o Sandbox.Rio. O terceiro ciclo do projeto iniciado em 2022 vai focar nas zonas oeste, sudoeste e norte da cidade e priorizou projetos nas áreas de sustentabilidade, mobilidade, cidades inteligentes, urbanismo tático (intervenções urbanas de baixo custo, pequena escala e caráter temporário), transição energética, turismo, educação, saúde e desburocratização de serviços públicos.

Ao todo foram 55 projetos inscritos, o maior número de inscrições até o momento, sendo dez selecionados.

O Sandbox.Rio é um programa de ambiente regulatório experimental promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. Nele, startups e empresas podem testar seus produtos e serviços no território da cidade, usando seus espaços e moradores de modo a entender se o produto e seu modelo de negócio funcionam ou não. O objetivo do projeto é incentivar o empreendedorismo e gerar dados para a cidade que, por sua vez, pode aprimorar políticas públicas e modernizar o ambiente regulatório voltado para as novas tecnologias.

“Priorizamos aqueles projetos que fossem implantados nas áreas Oeste, Sudoeste, Norte e em comunidades”, explicou Osmar Lima, secretária de Desenvolvimento Econômico da prefeitura do Rio, em evento promovido no Porto Maravalley, região central da cidade. “Tentamos dar mais peso às soluções que atacassem problemas que mais necessitam de solução e que a inovação fizesse parte da vida de todos os moradores da cidade”, continuou. “A gente não pode deixar a inovação restrita a um determinado perímetro da nossa cidade. As pessoas na cidade inteira têm que reconhecer a inovação, têm que ver a inovação, têm que sentir o impacto dela no seu dia-a-dia”, completou.

Em troca da experimentação na cidade, a prefeitura recebe os dados gerados por esses testes. E, assim, é possível criar uma regulação baseada em dados, a partir do que funcionou e daquilo que não funcionou. “O empreendedor poderá de fato oferecer a solução para a cidade, mas também para outras cidades, com o aval de que já fez funcionar no Rio de Janeiro e que já contribuiu para a criação de um modelo regulatório. E as outras cidades podem se inspirar nesse modelo”, explica Lima.

O secretário vê o Rio como uma cidade aberta à inovação tecnológica, mas, sobretudo, é uma cidade de inovação regulatória, “uma inovação menos visível”, diz. “O Rio de janeiro, ao fazer esse movimento, não está só trazendo a inovação do ponto de vista tecnológico, mas está se posicionando como uma cidade inovadora sob o ponto de vista regulatório, sob o ponto de vista do poder público e mostra que é possível trazer a inovação para a cidade”, resumiu.

Selecionados do III Ciclo do Sandbox.Rio

Confira os participantes:

  • Aerolabs: Drone utiliza visão computacional para identificar vítimas de afogamento nas praias e lançar botes de salvamento automaticamente.
  • Aliança Cidade (Projeto ARE): Sugere a criação das Áreas de Revitalização Econômica no Centro do Rio, um modelo de parceria onde o setor privado complementa os investimentos públicos em segurança, limpeza e urbanismo. A iniciativa já atua na área de São José (região central do Rio, marcada pela Igreja São José) há quatro anos e entrou no Sandbox.Rio para que a CETRio instale três redutores de velocidade na região, e apoio da Guarda Municipal para a manutenção dos 70 bancos e 70 jardineiras instaladas.
  • Bettair: Utiliza uma rede de sensores instalados no mobiliário urbano para monitorar a qualidade do ar e os níveis de poluição sonora em tempo real, gerando dados estratégicos para políticas públicas ambientais.
  • Biclen (BDM): O projeto desenvolveu bicicletas aquáticas elétricas para coleta de resíduos flutuantes e microplásticos. Ela possui placas fotovoltaicas e um sistema de limpeza das águas, mas também de coleta de amostras para verificação de sua qualidade. A iniciativa acontecerá na Lagoa Rodrigo de Freitas inicialmente, combinando limpeza urbana, lazer e educação ambiental.
  • ColdLog: Desenvolve módulos refrigerados acoplados a motocicletas elétricas para a logística de medicamentos e vacinas, contando com um sistema de rastreamento de temperatura em tempo real para garantir a integridade dos insumos.
  • Criança Protegida (Tooda): Sistema de segurança preventiva para praias utilizando pulseiras com QR code integradas a uma rede digital de barraqueiros e Guarda Municipal. A proposta é que o responsável cadastre o nome e a idade da criança (com ou sem foto) e coloque o seu contato. Caso perca a criança, ele aciona um botão no celular e dispara um alarme para os barraqueiros da proximidade.
  • HRios CoreStation 4.0: Consiste em uma estação flutuante autônoma e sustentável instalada em rios, utilizando IA para a coleta automatizada de resíduos sólidos e o monitoramento contínuo da qualidade da água. A meta é colocar a estação ambiental no Canal do Mangue, região central da cidade.
  • Motofog: Spin-off da Fumajet, a empresa usa motocicletas com sistema dual de nebulização e pulverização para controlar vetores como o mosquito da dengue em áreas de difícil acesso e comunidades. O equipamento conta ainda com inteligência artificial.
  • naPorta: A logtech de impacto oferece seus serviços de entrega na última milha para varejistas de modo a democratizar o acesso a e-commerces para moradores de comunidades. A empresa emprega moradores locais para fazer o traslado e conta com o apoio do Google, por meio do projeto Plus Codes.
  • Rio Eletrohub (Recar): Propõe um hub de integração energética que oferece recarga ultrarrápida e convencional para veículos, além de estação de troca de baterias e tomadas para bicicletas elétricas, tudo alimentado por painéis fotovoltaicos.

 

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