O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou que o Pix é “patrimônio” e um tema abraçado pela “sociedade brasileira” como um todo. Sem citar o entrevero com o governo dos Estados Unidos, o representante do regulador financeiro afirmou que o sistema de pagamento instantâneo é um dos raros casos de um modelo que outros países querem copiar.
Em palestra durante a 27ª Conferência Anual Santander, o líder do BC afirmou que o Pix atrai interesse e conversa com bancos centrais e estruturas de outros países para a interconexão.
Sobre os próximos passos do meio de pagamento, Galípolo afirmou que está com uma postura mais defensiva para cibersegurança, rede de defesa e supervisão, por se preocupar com as novas tecnologias e ameaças a infraestruturas paralelas que buscam explorar brechas regulatórias e fiscais.
Fintechs e competição pelo BC
O presidente do BC afirmou ainda que o segmento financeiro nacional ganhou competitividade com a entrada das fintechs, mas acredita que elas devem se diferenciar pela tecnologia e pelo atendimento diferenciado e não pelo desnível de regras.
“Se você está no setor e a regulação se nivelar e você não consegue atuar, isso é um problema”, disse. “Dá para preservar a competição com segurança. Não me preocupa incentivar agentes privados competindo por fatia de mercado, mas não podem competir por fatia de Estado”.
Imagem principal: Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central (crédito: Henrique Medeiros/Mobile Time)

