O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou que, a partir desta quinta-feira, 17, o aplicativo e-Título (Android, iOS) enviará notificações push para lembrar os usuários sobre:
- Possíveis mudanças em locais de votação;
- Manutenção do aplicativo atualizado;
- Acesso a serviços eleitorais, como consulta do local de votação e uso do app no dia da eleição;
- Justificativa de ausência.
Para o pleito atual, o e-Título recebeu uma série de novidades, como:
- Sincronização ativa de dados biométricos;
- Validação de autenticidade de documentos;
- Quitação de débitos via PagTesouro;
- Justificativa de ausência reformulada e simplificada.
Anunciados na última quarta-feira, 16, os pushes serão enviados para os eleitores entre o primeiro e o segundo turno das eleições, ou seja, até o final de outubro. O objetivo deste canal é estreitar a relação com os eleitores, mas principalmente mantê-los informados e reforçar a necessidade de manter o app atualizado.
O órgão também pede que os usuários não deixem para baixar o app do Título Eleitoral eletrônico na última hora, evitando problemas no acesso.
Mercado Livre e TSE contra a desinformação
Outra novidade desta quinta-feira é o plano do Mercado Livre para combater desinformação nas eleições de 2026. Apresentado junto ao TSE, a ação se baseia em medidas proativas, políticas em curso e tecnologia proprietária para proteger seus 5 milhões de usuários ativos por mês (MAUs).
Para a Justiça Eleitoral, a companhia afirmou que, entre as ações, estão regras para o uso de inteligência artificial no marketplace.
É o caso das ferramentas de vídeo Clips — vídeos curtos — e Live — vídeos ao vivo. Conteúdos produzidos por IA que são veiculados nessas duas ferramentas devem conter marcação de material criado com IA. Quando o usuário utiliza tecnologia do Mercado Livre com IA para gerar materiais, a empresa permite que ele revise, adapte, corrija e peça o cumprimento dentro das regras da plataforma.
Vale dizer que os usuários do Clips e do Live são desaconselhados a entrar em temas políticos.
Mercado Livre e regras

Imagem de divulgação da ação do TSE com grandes plataformas da Internet (divulgação)
Em sua totalidade, o Mercado Livre tem por regra a proibição de conteúdos sujeitos a restrições, como:
- Materiais de caráter ofensivo;
- De característica vexatória;
- Que estimulem ódio, violência e/ou discriminação.
Atualmente, o e-commerce tem mecanismos proprietários para remover esses materiais danosos e de desinformação automaticamente. No entanto, se usuários se depararem com algo que burle a tecnologia da empresa, o botão “denunciar” está disponível para uso e, uma vez notificada, equipes especiais do Meli avaliam a situação.
Adicionalmente, o Mercado Livre informou que, se receber algum pedido de remoção de conteúdo da Corte Eleitoral, o fará imediatamente.
O plano do Meli é baseado na Portaria nº 463/2026 do TSE, que exige a adaptação de grandes plataformas no Brasil às regras eleitorais de combate à desinformação.
Além do Mercado Livre, as empresas LinkedIn, Google, Kwai, Telegram, OpenAI, Meta e X entregaram seus planos de contenção para a Justiça Eleitoral.

