A RNP vai testar diferentes modelos de operadora móvel virtual (MVNO, na sigla em inglês) para prover conexão móvel a professores, funcionários e estudantes de universidades, começando pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Juiz de Fora/MG, e pelo Instituto Federal Catarinense (IFC), no campus de Abelardo Luz/SC, informa o presidente da instituição, Lisandro Granville, em entrevista para o Mobile Time.
Na UFJF, a RNP vai aproveitar a sua experiência no projeto Internet Brasil, do governo federal, para cuidar do processo de distribuição dos SIMcards. Nesse caso, o teste será feito com chips da Dry Telecom. No IFC, a RNP vai contribuir mais com a formatação do modelo de negócios, enquanto a implementação está a cargo da Q13. Em ambos os casos, está sendo testado o modelo de MVNO credenciada.

Lisandro Granville, presidente da RNP (crédito: divulgação)
“Estamos levantando as possibilidades com a tecnologia. De repente, podemos chegar à conclusão de que poderia haver uma MVNO da RNP à qual as universidades aderem, tal como fizemos com a Eduroam (rede Wi-Fi para roaming entre instituições de ensino). Ou podemos decidir por criar uma federação para as MVNOs de cada universidade, com a RNP ajudando na gestão. Não sabemos ainda como será o arranjo final”, comenta Granville.
O presidente da RNP faz questão de ressaltar que a instituição não tem fins lucrativos e que não deseja competir no mercado de MVNOs.
“Nossa área de atuação é em ensino e pesquisa. Nosso objetivo final é ensino e pesquisa. Não vamos concorrer no mercado. A gente não visa ao lucro. Não queremos concorrer com ninguém”, afirma.
RNP e outras iniciativas com tecnologia móvel
A RNP é reconhecida pelo seu backbone de fibra óptica conectando instituições de ensino no país inteiro, mas também vem realizando diversos projetos com tecnologias móveis.
Além dos testes de MVNOs universitárias, a RNP participa de uma prova de conceito de uma rede celular privativa (RCP) para iluminação pública inteligente na cidade de Campo Formoso/BA; possui três ilhas para testes de OpenRAN, no Rio de Janeiro, em Campinas e em Goiânia; e gere uma rede para roaming em Wi-Fi nas universidades, a Eduroam.
A instituição também vem participando de testes com a tecnologia de comunicação quântica.
“Somos motivados pelo ambiente acadêmico e trabalhamos para não sermos vistos pelo mercado como concorrentes. Todo o conhecimento que adquirimos é compartilhado com a comunidade. Muito do que a gente domina pode ser transferido para o mercado. As primeiras fibras apagadas no Brasil foram instaladas no backbone da RNP. Na época, compartilhamos o conhecimento com outras operadoras”, relembra.
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MVNO Experience
Os desafios e as oportunidades do mercado brasileiro de MVNOs serão debatidos durante o MVNO Experience, evento organizado pelo Mobile Time e cuja primeira edição acontecerá no dia 22 de setembro, no WTC, em São Paulo. A agenda atualizada e mais informações estão disponíveis em www.mvnoexperience.com.br.


