O offload de redes do Wi-Fi para o 5G será um tema importante para as operadoras nos próximos anos. É o que prevê Bruno Guimarães, CEO da WiFeed. O executivo afirmou que o aumento de tráfego previsto para a internet nos próximos anos demandará um casamento entre as duas tecnologias.

Durante o Fórum de Operadoras Inovadoras, evento organizado por Mobile Time e Teletime nesta segunda-feira, 13, em São Paulo, o executivo afirmou que este tipo de casamento entre as duas redes foi estabelecido pelo regramento do 3GPP e permite criar uma ponte para transferir usuários da rede celular para o Wi-Fi.

Como benefícios, Guimarães explicou que a intersecção permite que as operadoras ampliem sua cobertura e capacidade de rede com um investimento menor, ao mesmo tempo que diminui o churn com a redução das áreas sem sinal.

Lição de casa no offload

Contudo, o executivo acredita que as operadoras ainda têm trabalho a ser feito, como abrir o core de rede para integração. Com isso, o CEO acredita que a adoção da tecnologia deve acontecer inicialmente no B2B com early adopters, como varejistas e shoppings que queiram levar uma melhor experiência para seus clientes.

Em um segundo momento, o ganho com publicidade deve aparecer para as operadoras. Mas o principal chamariz é a segurança, uma vez que o sistema permite que a rede autentique o usuário e que o usuário autentique a rede.

Vale lembrar, o sistema de offload desenhado pela WBA e usado pela WiFeed consiste do padrão de autenticação Passpoint, que pode usar credenciais diversas, inclusive o SIMcard no celular, para autorizar a conexão automática de um dispositivo a uma rede Wi-Fi, sem requerer preenchimento de senha. Um link com um certificado digital ou mesmo um app previamente instalado também podem conter as credenciais de acesso.

Imagem principal: Bruno Guimarães, CEO, WiFeed (crédito: Galeria Marcos Mesquita/Mobile Time-Teletime)

 

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