O presidente da Abecs (Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), Giancarlo Greco, destacou que vê as transações agênticas como uma “megatendência”. Apesar disso, o também CEO da Elo, ressaltou que isso exigirá novos níveis de segurança. “No momento em que tiver um agente fazendo transações pelo usuário será necessário ter um outro nível de autenticação, para garantir que ele é o responsável pela operação”, explicou.
Greco também falou a respeito de uma outra questão: o contato entre agentes. “Teremos que saber se os dois lados estão se falando, se estão agindo da forma esperada ou não estão fazendo nada”, apontou, durante o 19º Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamentos (CMEP), realizado em São Paulo-SP, nesta terça-feira, 14
Dados da Abecs sobre meios de pagamento eletrônicos
No último ano, os métodos de pagamento online movimentaram R$ 4,5 trilhões, aumento de mais de 10% em relação a 2024. No último trimestre de 2025, as plataformas tiveram um volume transacionado equivalente a quase 60% do consumo das famílias brasileiras, o que representa mais de 38% do PIB(Produto Interno Bruto). A Abecs acredita que, neste ano, os meios eletrônicos para pagamento cresçam em torno de 10%.
Dados da Abecs e do (IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que, em 2025, transações via NFC movimentaram R$ 2 trilhões na economia brasileira, alta de 31% em relação ao mesmo período do ano antecessor. A maior parte (73,6%), no entanto, foi realizada presencialmente.
O Tap on Phone, somados os pagamentos, alcançou a marca de R$ 78 bilhões no último ano. Para este ano, a expectativa é que a plataforma transacione R$ 100 bilhões. A projeção foi justificada por uma análise de mercado feita pelo executivo, que vê mais provedores ampliando a oferta da tecnologia.
Sobre o comércio online, os consumidores foram responsáveis por R$ 1,1 trilhão em compras com cartão, elevação de 18% em comparação a 2024. Os pagamentos recorrentes avançaram mais de 30%, chegando a R$ 141,9 bilhões.
Open Finance e cartões
Segundo o presidente da Abecs, players do setor podem ter encontrado um caminho para viabilizar o Open Finance para cartões, pelo Click to Pay. A ideia é que ele comece a ser operado pelos Iniciadores de Transação de Pagamento (ITPs), que não têm um volume tão expressivo em pagamentos via Pix.
“Permitir essa operação fará com que os iniciadores operem como um intermediário, dessa forma, a transação é rentabilizada para eles e o consumidor se beneficia do sistema Open Finance usando seu cartão”, explicou.
A Abecs consultou associações de ITPs e pretende se reunir na quarta-feira, 14, com as bandeiras de cartão para falar dos pontos observados. “Acreditamos que é uma maneira rápida e pacífica de levar o conforto das transações com cartão para quem utiliza os ITPs dentro do Open Finance”, disse Greco.
Foto: da esquerda para a direita, o vice-presidente executivo da Abecs, Ricardo Vieira, e o presidente da Abecs, Giancarlo Greco. Crédito: Karina Merli/Mobile Time.


