5G

A AT&T e a Verizon se comprometeram a não ativar o 5G na faixa de 3,5 GHz perto de aeroportos dos Estados Unidos por seis meses. Em carta enviada ao FCC nesta quarta-feira, 24, as operadoras norte-americanas disseram que agiram voluntariamente para adotar “medidas de precaução” para melhorar as proteções em radioaltímetros que estão inclusas nas regras do regulador local, além de dar tempo hábil para que o FCC faça os testes de coexistência.

As duas companhias enviaram ao Mobile Time a carta na íntegra. Entre as medidas que as operadoras devem adotar estão:

  • Nacionalmente, a AT&T e a Verizon limitarão os níveis de potência das antenas 5G de banda C direcionadas acima do horizonte para reduzir as emissões em direção ao céu;
  • Aos aeroportos comerciais e regionais dos EUA, a AT&T e a Verizon limitarão os níveis de potência e a altura da antena de sites 5G de banda C próximos e suas emissões associadas em áreas ao redor de pistas, pistas de taxiamento e portões;
  • AT&T e Verizon limitarão as emissões de 5G da banda C em helipontos públicos.

“Concordamos voluntariamente com certas medidas de proteção preventiva para redes 5G na banda C, enquanto evidências adicionais de fabricantes de altímetro de rádio são avaliadas. Embora não haja nenhuma evidência confiável de que exista um problema de interferência legítimo, concordamos em tomar essas medidas adicionais para aliviar quaisquer preocupações de segurança da FAA”, disse a AT&T em nota enviada a esta publicação.

Esse comprometimento das empresas vale até 6 de julho de 2022 – a menos que apareçam efetivamente evidências de interferência.

Entenda

O uso da frequência de banda C (3,5 GHz a 3,7 GHz) é tema de disputa entre operadoras e a indústria da aviação. Em teoria, o uso do 5G pode causar interferência nos radioaltímetros de aviões e helicópteros, que operam na faixa de 4,2 a 4,4 GHz. Contudo, as operadoras lembraram no documento que testes de coexistência foram feitos na França e Noruega com êxito.

Afirmam ainda que o espectro de 3,5 GHz é usado comercialmente em uma dúzia de países, como Japão, Finlândia, Dinamarca e Espanha, sem interferência entre 5G e aeronaves. Outro ponto de defesa das operadoras é que os radioaltímetros coexistem com outras redes de alta potência de rádio, como dois radares da Marinha e sistemas de telemetria móvel para ar e terra.