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Ilustração: Cecília Marins/Mobile Time

A Comissão da União Europeia vai aprofundar a investigação de venda da Activision Blizzard para a Microsoft. De acordo com anúncio feito nesta terça-feira, 8, o regulador europeu vê riscos de “redução de competição” nos mercados de PCs, consoles e serviços de assinatura de múltiplos jogos ou cloud games.

O órgão se preocupa com o impacto que a aquisição pode trazer nesses três mercados, uma vez que a Microsoft vai deter o controle de propriedades intelectuais que são sucesso de vendas, em especial a série Call of Duty (CoD). Para efeito de comparação, o relatório financeiro do terceiro trimestre de 2022 revelou que o novo game da franquia, CoD: Modern Warfare II, vendeu US$ 1 bilhão de unidades dez dias após o seu lançamento em 28 de outubro.

“O ponto aqui é garantir que o ecossistema de jogos continue vibrante e traga benefícios aos usuários neste setor que está crescendo em um ritmo rápido. A nossa investigação mais profunda vai avaliar como o acordo (Microsoft – Activision) vai afetar a cadeia global de gaming”, disse Margrethe Vestager, vice-presidente executiva encarregada de competição na UE.

A notificação chega na data limite da abertura da fase mais dura da investigação e um dia depois de o CEO da Activision, Bobby Kotick, prever que a aprovação da venda de suas desenvolvedora e produtora de jogos será aprovada até junho de 2023.

Com o aumento do escopo da investigação, o regulador de competição na Europa tem até 23 de março do próximo ano para dar um novo parecer.

Vale lembrar, a Microsoft anunciou a intenção de compra da Activision por US$ 69 bilhões (US$ 95 por ação) em janeiro deste ano. Além da Comissão Europeia, Reino Unido e Austrália também recrudesceram a análise. Estados Unidos também está averiguando a compra.

Por sua vez, o brasileiro Cade aprovou a operação em outubro.