A adoção da quinta geração (5G) de telefonia celular aumentará a competitividade e a produtividade da economia. Para especialistas reunidos em painel sobre o tema na Futurecom, nesta quarta-feira, 17, os principais casos de uso dessa tecnologia no Brasil estarão relacionados ao ganho de produtividade em diferentes verticais da economia, tanto na indústria quanto na agricultura.

“A corrida pelo 5G é uma disputa por produtividade: o país que adotar o 5G mais rapidamente será mais competitivo e produtivo. Isso abre uma oportunidade para as telcos e para toda a cadeia produtiva”, disse Leonardo Capdeville, vice-presidente de tecnologia da TIM. Ele acredita que, inicialmente, o primeiro serviço sobre 5G provavelmente será o de banda larga sem fio, mas entende que a maior demanda virá de aplicações específicas de nicho para o mercado corporativo.

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Marcos Scheffer, vice-presidente de redes da Ericsson, concorda: “As aplicações industriais serão o pulo do gato do 5G. Várias operadoras estão testando novos casos de uso nessa área”.

Wilson Cardoso, chief solution officer da Nokia para a América Latina, complementa sobre a importância do 5G para a economia brasileira: “um dos grandes problemas do Brasil é a baixa produtividade. Aumentá-la deveria ser um plano de estado, não de um setor apenas. Ana Valero Hueto, diretora de regulamentação da Telefônica para a América Latina, reforçou: “5G deveria ser um projeto nacional, como vemos no caso dos EUA.”

Desafios

Contudo, o Brasil enfrenta vários desafios na corrida para o 5G. Os painelistas elencaram alguns deles: 1) atraso na alocação de espectro em comparação com EUA e Europa; 2) dificuldade de instalação de novos sites, em razão de leis municipais restritivas; 3) pequena capilaridade de fibra óptica.