O C6 Bank (Android, iOS) foi promovido nesta sexta-feira, 12, da graduação S3 do Banco Central para S2. Ou seja, a instituição chegou ao patamar de representar pelo menos 1% do produto interno bruto (PIB) nacional por três semestres consecutivos.
As regras do regulador financeiro nacional segmentam os bancos, instituições e conglomerados não bancários com perfil de risco simplificado em níveis, de S1 a S5, sendo 1 as maiores e mais rigorosas e 5, as menores e mais flexíveis, vide:
- S1 – Maior ou igual a 10% do PIB (ou atividade internacional relevante);
- S2 – De 1% a 10% do PIB;
- S3 – De 0,1% a 1% do PIB;
- S4 – Inferior a 0,1% do PIB;
- S5 – Inferior a 0,1% do PIB.
Com isso, o C6 passa a entrar no mesmo patamar de dez bancos, como Banrisul, BNDES e Nubank.
Para efeito de comparação, os bancos S1 no BC são os maiores do Brasil, como BB, Bradesco, BTG Pactual, Caixa, Itaú e Santander. No S3 que estava o C6 há 63 bancos, como BMG, Inter, Original, PicPay, PagSeguro e Porto Seguro e Mercado Pago.
A lista completa dos bancos categorizados pelo BC pode ser acessada aqui.
C6, da fundação aos sócios
Atualmente, o C6 Bank tem 40 milhões de clientes e sete anos de história. Com mais de 100 produtos ativos, fechou o ano de 2025 com R$ 2,5 bilhões de lucro líquido, R$ 89,3 bilhões na carteira de crédito e R$ 148 bilhões em ativos.
Em março de 2020, um ano após sua fundação, tinha uma sociedade com a TIM. Mas a operadora entrou com um processo de arbitragem em 2021 para discutir cláusulas contratuais. O processo ocorreu em sigilo na Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá até fevereiro de 2025, quando as empresas chegaram no seguinte acordo:
- R$ 517 milhões em bônus de subscrição em circulação para TIM;
- R$ 280 milhões em receita bruta total para TIM;
- Transferência das ações da TIM para o C6 Bank.
A arbitragem ocorreu quando outro sócio entrou no negócio, o banco norte-americano JP Morgan Chase, que é parceiro do C6 Bank até hoje. Por sua vez, a TIM passou a ter no lugar do C6 uma relação “estritamente comercial” com o PicPay, como disse no último mês maio o seu CEO, Alberto Griselli.

