A recém-lançada solução de pagamento Pix por WhatsApp do Inter (AndroidiOS) tem um cronograma de evolução para melhorar sua experiência ainda neste ano. O banco planeja uma série de atualizações para suas próximas versões, como o Pix agendado, Pix com crédito e a interpretação de comandos por áudio.

Segundo Fernando Bacchin, diretor de conta digital e cartões da instituição, a estratégia é avançar de “forma consistente”, ao agregar recursos que ampliem “conveniência, inteligência e segurança”. Sempre alinhados à visão da companhia de “integrar tecnologia e experiência financeira de maneira cada vez mais fluida, contextual e centrada no cliente”.

Apresentado nesta semana, o pagamento instantâneo via WhatsApp permite aos clientes do banco iniciarem e terminarem uma transferência diretamente no app, sem precisar passar pelo app do banco. A validação ocorre de forma segura e automática.

Antes de ser lançada, a solução no mensageiro passou por testes pela equipe de qualidade (Quality Assurance – QA) do Inter e colaboradores internos como beta testers. Isso permitiu um ajuste fino em experiência, usabilidade e fluxo operacional, assim como ampliou a diversidade de cenários avaliados.

Pix do Inter no WhatsApp – Como funciona

Com limite de R$ 200 por dia, o correntista usa a janela de conversação com um número verificado do Inter para fazer a operação ao informar o valor e o destinatário do Pix. Isso acontece com o usuário preenchendo a chave Pix, QR code, ‘copia e cola’ ou contatos favoritos cadastrados do app do Inter.

Para esta publicação, o banco explicou que a solução tem uma camada robusta de inteligência artificial. Baseada em um grande modelo de linguagem (LLM), a IA é usada para identificar:

  • Intenção do usuário;
  • Extração estruturada de dados baseadas nas conversas;
  • Leitura e interpretação de arquivos enviados, vide imagens e QR code;
  • Geração de respostas contextualizadas.

A companhia informou que o Pix via WhatsApp no Inter foi feito com base em três pilares:

  1. Determinismo, para garantir respostas consistentes e previsíveis;
  2. Segurança, com protocolos rigorosos e camadas adicionais de proteção para transações financeiras;
  3. Objetividade, priorizando fluxos claros e diretos para proporcionar uma experiência simples e eficiente.

Esses pilares foram feitos para garantir a “fluidez da conversa em um ambiente de mensageria aos padrões de segurança exigidos para operações financeiras”, informou o executivo.

Estratégia

A expectativa do banco é que o pagamento via WhatsApp seja usado mais para operações corriqueiras. Ou seja, a solução não exclui e não canibaliza o app que terá papel importante como o hub financeiro do consumidor: “Para transações mais complexas ou que demandem maior detalhamento e acesso a funcionalidades adicionais, o super app do Inter permanece como o principal hub financeiro, concentrando a experiência completa de produtos e serviços”, disse Bacchin.

“A solução (por WhatsApp) foi pensada para facilitar situações cotidianas, como o pagamento de QR codes, em que a inteligência artificial interpreta automaticamente a imagem e extrai os dados da transação, ou o envio de mensagens que contenham valor e chave Pix, permitindo que o cliente apenas encaminhe o conteúdo para que o sistema organize as informações para confirmação. Também se aplica a divisões de despesas e cobranças entre amigos, que exigem agilidade e simplicidade”, completa.

Inicialmente, o acesso à solução será liberado para os correntistas do Win e Prime, a gama mais alta. Segundo Bacchin, a novidade será lançada de forma gradual para outros segmentos de clientes do banco. Aos clientes Digital e One, de perfis mais amplos e populares, a ideia é que o lançamento seja feito progressivamente. Isso acontecerá após a garantia que a solução esteja plenamente validada para esse público.

Importante lembrar, a última pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre pagamentos digitais revela que 92% dos brasileiros pagaram por QR code e 52% já compraram produtos via apps de mensageria no Brasil.

 

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