Na semana antes do Carnaval, clientes da Maxbot registraram alta de até 300% no volume de mensagens recebidas via chatbot no WhatsApp, com base em dados extraídos pelo próprio sistema da empresa. A explicação é simples: usuários finais querem algum item para a festa com urgência e recorrem ao contato direto para agilizar o processo, na esperança de terem um atendimento em no máximo 24 horas, o que se concretiza com o uso da inteligência artificial.

A empresa, que tem mais de 400 clientes, acredita que a tecnologia acaba atuando em outras falhas que acontecem durante o Carnaval, como no esclarecimento de dúvidas sobre a entrega, na ajuda para escolher o tamanho ideal da peça e na redução de fricção no pagamento. Por isso, o período é utilizadocomo teste para os bots. Não por acaso, mais de 90% dos usuários da Maxbot resolvem manter o robô, após o período de folia.

De acordo com a companhia, com a automação no atendimento, um dos clientes da solução conseguiu uma redução de 34 pontos percentuais na taxa de abandono de carrinho, que foi para 34%. Em um outro caso, a Maxbot fez uma prova de conceito (POC) para o Procon de Belo Horizonte/MG, ao participar de um edital promovido pela instituição. O CEO da empresa, Rômulo Balga, explica que a IA analisou mais de 200 casos e teve 100% de acurácia na seleção do que era de fato competência do Procon.

Além disso, durante a POC, a redução do tempo de resposta para avaliar as reclamações foi significativo, caindo de 60 dias para apenas cinco minutos. “Exemplos como esses mostram que a automatização promove um ganho significativo de eficiência para as empresas”, afirma o executivo.

Pós-Carnaval na Maxbot

Após o período de festa, a companhia lançará o seu próprio CRM, que será integrado à sua solução de chatbot. O objetivo, de acordo com o CEO, é fazer com que a IA fique mais preditiva. “A ideia é que, ao perceber que o cliente está demorando para fechar a compra, ela entre em contato com ele”, destaca.

A Maxbot também pretende otimizar o processo de automação da parte comercial, tornando a tecnologia apta a exibir mais produtos de uma forma cada vez mais detalhada, com imagens, vídeos e áudios, sem deixar de lado a interação humanizada, um pedido dos próprios clientes.

Mesmo sendo uma ótima aliada, Balga ressalta que a inteligência artificial não faz tudo e nem é capaz de substituir todas as áreas. “O ideal é que ela cuide das tarefas repetitivas e os humanos foquem em tarefas mais complexas”, explica.

Ilustração produzida por Mobile Time com IA.

 

*********************************

Receba gratuitamente a newsletter do Mobile Time e fique bem informado sobre tecnologia móvel e negócios. Cadastre-se aqui!

E siga o canal do Mobile Time no WhatsApp!